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Citado na lista de Janot, Maia diz que vai provar inocência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira que o pedido de inquérito contra ele, feito ontem pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no âmbito da Operação Lava-Jato, será a oportunidade de provar que a acusação dos delatores da empreiteira Odebrecht não é verdadeira.


"É bom que o inquérito venha. Vai dar toda a condição para que eu mostre que o que está citado não é verdadeiro", afirmou. "O Ministério Público vai fazer o que? É obrigado a abrir um procedimento, que é preliminar, e tenho certeza que terei todas as condições de mostrar à sociedade e ao próprio Ministério Público que essa citação não é verdadeira", disse.


Maia é um dos alvos dos 83 pedidos de inquéritos protocolados pelo Ministério Público Federal (MPF) na terça-feira. Os pedidos estão sob sigilo, mas já há informações de que o presidente da Câmara é um dos investigados. Já é conhecido que o diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo, Filho apontou, no fim do ano passado, doações realizadas ao deputado do DEM.


Reformas


Para o presidente da Câmara, a lista de inquéritos contra políticos não vai paralisar o Legislativo. "Cabe ao Congresso Nacional cumprir seu papel constitucional. O Brasil precisa de reformas, seja no sistema previdenciário, sistema trabalhista e também eleitoral", disse.


As discussões sobre a anistia as doações de campanha, no caixa um ou caixa dois, não estão vetadas, afirmou. Mas, "este ano", ele disse que não foi procurado por ninguém para tratar do assunto. "Não posso inventar um tema, eu posso pautar um tema. Se houver nome, sobrenome e endereço fixo da matéria, e pedido dos partidos, não posso negar pautar a matéria. Não quer dizer que eu vá pautar. Mas a gente não pode ter medo de nenhum debate", afirmou, reforçando, porém, que não repetirá o que ocorreu no ano passado, quando a anistia foi discutida apenas nos bastidores. "Qualquer debate transparente, de qualquer tema, pode ser feito. O que não quer dizer que vai ser feito", afirmou.


Calendário


Maia afirmou que não alterou sua previsão do calendário da reforma da Previdência, que ele pretende votar em plenário em abril. "Para mim não mudou. Eu acho que é ruim mudar", disse.


Integrantes do Palácio do Planalto, conforme mostrou oValor PROontem, já admitem que a votação da reforma pode ficar para maio em plenário, diante da repercussão negativa causada por movimentos sociais com comentários sobre a inexistência de um déficit da Previdência.


Maia, contudo, reforçou que não pretende alterar o calendário. "A gente precisa trabalhar, é um tema que gera muita polêmica. Tem servidores públicos que fazem uma avaliação equivocada, e que acaba gerando dificuldade", comentou.


Segundo o presidente da Câmara, caso a reforma não ocorra, o Brasil não conseguirá transmitir credibilidade para os investidores estrangeiros de que terá dinheiro para pagar aposentadorias e pensões e manter os gastos com as outras áreas.

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