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Em NY, Dow Jones e S&P 500 fecham em leve queda; Nasdaq fica estável

A surpresa com uma postura mais gradualista do que o esperado pelo Federal Reserve após a reunião de política monetária da quarta-feira continuou a ecoar pelos mercados até o último dia da semana. Na ocasião, o banco central americano subiu a meta da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, mas, ao mesmo tempo, indicou não ter pressa em fazer novos movimentos mesmo com os sinais de acelerações da economia e da inflação nos Estados Unidos.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em queda de 0,10% a 20.914,62 pontos. O S&P 500 recuou 0,13% a 2.378,25 pontos. O Nasdaq encerrou o dia na estabilidade a 5.900,99 pontos, mas chegou a superar a máxima histórica intradia ao atingir 5.912,60 pontos.


Na semana, os principais índices acionários americanos registraram altas moderadas. O Dow Jones acumulou ganho de 0,06%. O S&P 500 avançou 0,24%. O Nasdaq subiu 0,67%.


Hoje, a queda do S&P 500 ocorreu, basicamente, pelos recuos dos setores financeiro e de saúde, que caíram 0,94% e 0,55%. O contraponto veio pelos ganhos dos papéis de serviços públicos (utilities) e industriais, com altas de 0,60% e 0,55%.


No Dow Jones, as quedas foram puxadas pelas ações do bancos Goldman Sachs e J.P.Morgan, com recuos respectivos de 1,72% e 1,05%, e as da UnitedHealth, que tiveram baixa de 0,93%.


"O interessante é que um mês atrás ninguém esperava uma subida de juros em março e agora o mercado ainda está no modo 'tudo está bem'", afirmou Peter Boockvar, analista chefe de mercados do The Lindsey Group.


Embora investidores e analistas já esperassem a alta de taxas pelo Fed, também previam uma atualização para cima nas projeções de novas subidas nos próximos anos. A autoridade, contudo surpreendeu ao manter os mesmos cenários apontados em dezembro, apesar dos recentes dados que mostraram um mercado de trabalho mais apertado e um aumento da velocidade inflacionária.


O único indicador econômico significativo desta sexta-feira, o de produção industrial nos EUA, apontou leitura estável em fevereiro. O resultado ficou abaixo da expectativa dos economistas consultados pelo "The Wall Street Journal", de alta de 0,2%. No entanto, os dados dos setores de manufatura e mineração vieram amplamente positivos. A manufatura atingiu a máxima desde 2008, com alta de 0,5% em fevereiro.


O ajuste de posições com o encerramento da semana, a falta de catalisadores e o chamado "quadruple witching", quando ocorre o vencimento simultâneo de contratos futuros e opções sobre índices e ações nas bolsas dos EUA, manteve os mercados globais voláteis, mas com negociações restritas em faixas estreitas. As oscilações foram leves em praticamente todos os mercados, de commodities a ações.

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