Brasil segue na 79ª posição em desenvolvimento humano entre 188 países

O Brasil permaneceu estagnado em 2015 na 79ª posição entre 188 países no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), informou a ONU nesta terça-feira. No relatório, o PNUD estipulou um IDH de 0,754 para o país, mesma pontuação de 2014, empatado com a ilha caribenha de Granada.No IDH, quanto mais próximo de 1, maior o grau de desenvolvimento


O IDH brasileiro é o quinto da América do Sul, atrás de Chile (0,847), Argentina (0,827), Uruguai (0,795) e Venezuela (0,767). Os três primeiros estão à frente do Brasil em todos os indicadores analisados para a formulação do IDH. Já a Venezuela tinha em 2015 renda nacional bruta per capita e média de anos de estudo maiores do que as do Brasil, que supera a vizinha em esperança de vida ao nascer e anos esperados de estudo.


Porém, quando o IDH é ajustado à desigualdade, o Brasil perde 19 posições no ranking, ficando em 0,561. É o terceiro país que mais perde posições nessa situação, atrás apenas de Irã e Botsuana. Na América do Sul, apenas três países têm o coeficiente de Gini, que mede desigualdade social e concentração de renda, pior do que o do Brasil: Guiana, Colômbia e Paraguai.


Brics


O IDH brasileiro é ligeiramente maior do que o da média da América Latina e Caribe (0,751), ainda conforme as Nações Unidas. Entre os Brics, apenas a Rússia (0,804) apresenta um IDH maior do que o brasileiro. China (0,738), África do Sul (0,666) e Índia (0,624) estão atrás do Brasil.


Segundo a ONU, apenas quatro dos 78 países à frente do Brasil no ranking (Andorra, Arábia Saudita, Ilhas Seicheles e Ilhas Maurício) tiveram processo de desenvolvimento humano mais acelerado do que o país entre 2010 e 2015. Dos 65 países mais bem colocados, apenas cinco tiveram crescimento do IDH maior ou igual ao brasileiro entre 1990 e 2015 - Cingapura, Croácia, Ilhas Maurício, Irã e Turquia.


Entre 1990 e 2015, o IDH brasileiro cresceu 23,4%, de 0,611 para 0,754. A expectativa de vida no país aumentou nesse período de 65,3 para 74,7 anos. A expectativa de anos de estudo subiu de 12,2 para 15,2 anos e a média de anos de estudo, de 3,8 para 7,8 anos.


A renda nacional bruta per capita subiu de US$ 10.746 ao ano para US$ 14.145, pelo critério da paridade de poder de compra.


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