Bolsas

Câmbio

Dólar tem maior alta em uma semana com movimento no exterior

O dólar teve a maior alta em uma semana nesta terça-feira, terminando a sessão perto de R$ 3,09, depois de ter superado essa marca durante os negócios. O ajuste da divisa ocorreu num dia de correção de baixa em moedas emergentes, após dias de ganhos na esteira do Federal Reserve (Fed, BC americano) "dovish".


O dólar subiu 0,61%, a R$ 3,0896, após máxima de R$ 3,0942. É a maior alta diária desde 14 de março (+0,62%).


No mercado futuro, o dólar para abril se apreciava 0,34%, a R$ 3,0945.


Assim como o real, outras divisas emergentes perdiam terreno neste pregão. O peso mexicano e a lira turca recuavam cerca de 0,5%. Uma cesta de divisas de países em desenvolvimento caía 0,44%, depois de alcançar mais cedo máximas desde outubro do ano passado.


De forma geral, investidores recompuseram posições em dólar depois de quase uma semana de vendas, na esteira da indicação do Federal Reserve (Fed, BC americano) de que não terá pressa para subir os juros. O mau humor nos mercados globais de ações colabora para deprimir o sentimento por risco.


O índice de volatilidade VIX - termômetro do "medo" de Wall Street - chegou a disparar mais de 13%, na maior alta desde 30 de janeiro. O S&P 500 caía 1,3%, enquanto o Ibovespa caiu no pior momento 3,22%, para mínimas desde meados de janeiro.


Os retornos de aplicações em "carry trade" via moedas emergentes, porém, seguem atrativos, segundo o Goldman Sachs. De acordo com o estrategista-chefe macro para mercados emergentes, Kamakshya Trivedi, o recente ajuste de baixa nas commodities não deve perdurar, o que é positivo para moedas como o real, além do rublo russo, do peso colombiano e do rand sul-africano.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos