Janot diz que há reação no país contra 'insana corrupção'

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, discursou nesta terça-feira em cerimônia de entrega ao Estado do Rio de Janeiro de R$ 250 milhões repatriados pelas investigações sobre o esquema de desvio de recursos liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Em seu discurso, Janot, observou que a devolução dos recursos ao Rio deve ser percebida pelo crime organizado como sinal de que a população "não suporta este tipo de atuação". "Este dinheiro volta para onde nunca deveria ter saído", afirmou.


Janot afirmou ainda que há uma reação à "insana corrupção" no país. Como um dos Estados afetados pelos crimes investigados na Lava-Jato avaliou que a reação no Rio a este tipo de crime deve correr por meio da "institucionalidade".


"O Rio atravessa crise política e ética. Este Estado dobrou o joelho e quando o Rio dobra o joelho o Brasil dobra o joelho", afirmou.


Em seu discurso na cerimônia, realizada pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) e Justiça Federal, Janot frisou ainda que a devolução de recursos ao Rio deve ser percebida pelo crime organizado, e por aqueles "que colocam o egoísmo e a ousadia acima do espírito público". "A vida é feita de sinais e temos que perceber esses sinais e aprender com eles", afirmou Janot.


O procurador enviou ao Supremo Tribunal Federal na semana passada pedidos de inquérito de políticos a partir de delações da Odebrecht.


Recuperação


A força-tarefa da Lava-Jato no Rio conseguiu recuperar cerca de R$ 400 milhões entre repatriações e multas, segundo o Ministério Público Federal.


A força-tarefa do MPF do Rio ressaltou a velocidade do processo que culminou na devolução de R$ 250 milhões aos cofres do Tesouro do Estado. Todo o processo durou cerca de três meses, desde a descoberta do dinheiro no exterior a repatriação até a devolução do dinheiro aos cofres públicos.


Segundo o procurador Leonardo Freitas, coordenador da Operação Lava-Jato no Rio, os recursos foram devolvidos porque praticamente "não há controvérsia sobre a propriedade desse dinheiro". Foi avaliado ainda, segundo o procurador, a situação financeira crítica do Estado. O dinheiro foi usado para o pagamento do 13º de cerca de 146 mil aposentados e pensionistas.

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