Lista de pedidos de inquéritos de Janot chega a gabinete de Fachin

Após mais de uma semana de autuação (registro) dos processos pela Secretaria Judiciária do Supremo Tribunal Federal (STF), a chamada "lista de Janot" chegou nesta terça-feira, 21, ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na Corte. O relator, agora, tem acesso ao material e pode decidir sobre a retirada do sigilo das delações realizadas por executivos e ex-executivos das empresas Odebrecht e Braskem.


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo na semana passada 320 pedidos relacionados às delações das empresas Odebrecht e Braskem - 25% deles solicitações de abertura de inquérito. De acordo com fontes, a lista tem pelo menos 10 governadores - entre eles o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) -, nove ministros e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado (Eunício Oliveira (PMDB-CE), além de dezenas de políticos com foro privilegiado, comprometendo tanto oposição quanto o governo.


O material foi recebido pela Secretaria Judiciária e seguiu para uma sala-cofre no terceiro andar do edifício principal do Supremo, de acesso restrito. Devido ao volume de processos, acomodados em dez caixas cheias, era esperado que a autuação dos pedidos levasse, no mínimo, uma semana.


A "lista de Janot" contém 83 pedidos de inquéritos, 211 declínios de competência (governadores, por exemplo, são julgados pelo Superior Tribunal de Justiça, não pelo STF), 7 arquivamentos e 19 outras providências - como juntar partes das delações a processos já em curso.


Fontes ligadas a Fachin afirmam que o ministro será criterioso e "não terá pressa" para examinar o material. Ele não tem prazo para responder a Janot.

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