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Em dia mais calmo, maioria das bolsas americanas registra alta

De olho na batalha pelo "Trumpcare" amanhã na Câmara dos Deputados americana, os investidores preferiram adotar uma postura preventiva, porém muito diferente do clima de temor que se abateu sobre Wall Street na terça-feira. Com isso, as bolsas de Nova York viveram um dia mais calmo, embora ainda marcado por uma certa dose de aversão ao risco.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em baixa de 0,03% a 20.661,30 pontos, nesta quarta-feira. O S&P 500 subiu 0,19% a 2.348,45 pontos, apoiado nos setores de tecnologia, que teve apreciação de 0,65%, e de serviços públicos (utilities), visto como defensivo, com ganho de 0,48%. O Nasdaq avançou 0,48% a 5.821,64 pontos.


Os resultados positivos dos principais índices acionários nos EUA ocorreram, na maior parte, devido a um rali das ações de tecnologia.


No Dow Jones as quatro maiores altas pertenceram a papéis do gênero, das gigantes Microsoft, Intel, Apple e Cisco, que registraram avanços de, respectivamente, 1,31%, 1,17%, 0,94% e 0,68%. O setor também liderou os ganhos no S&P 500.


O índice de "blue chips" americanas só encerrou o dia no vermelho diante da queda livre de 7,04% das ações da Nike. O tombo veio após a divulgação do recuo de 4% no volume de pedidos para os próximos seis meses e da revisão do crescimento das vendas para baixo.


De acordo com Craig Sterling, chefe de pesquisa de ações americanas na Pioneer Investments, parece que se atingiu "um ponto baixo no sentimento que direcionou as altas recentes dos mercados".


As dificuldades enfrentadas pela administração de Donald Trump para revogar o Affordable Care Act, conhecido como Obamacare, têm lançado dúvidas sobre a capacidade do governo de levar adiante as medidas consideradas mais favoráveis aos mercados, como cortes tributários e o plano de US$ 1 trilhão de investimentos em infraestrutura.


A votação do projeto que revoga e substitui o Obamacare na Câmara dos Deputados dos EUA está programada para esta quinta-feira. Contudo, analistas preveem resistências até mesmo entre os republicanos, o partido de Trump.Segundo especialistas, o cenário para a aprovação da nova lei, apelidada de "Trumpcare", permanece inconclusivo. Existe a possibilidade de o presidente da Casa, o republicano Paul Ryan, adiar a apreciação.


Uma derrota de Trump tem sido vista como um sinal de problemas adiante, quando o governo finalmente colocar em campo as propostas de reforma tributária, desregulamentações e de ampliação de gastos com infraestrutura. Uma vitória, por outro lado, reforçaria o capital político do presidente necessário para aprovar o restante da agenda.


Na visão de analistas, as quedas de terça-feira, embora expressivas, não significaram uma perda de fé dos mercados na possibilidade de implementação das medidas de estímulos aos crescimento."As ações americanas têm precificado um processo perfeito [de aprovação de medidas pró-crescimento] desde o início de 2017 e [o recuo de terça-feira] foi uma lembrança de que o processo legislativo é imperfeito mesmo nos seus melhores dias", avaliou Nicholas Colas, estrategista chefe de mercados do Convergex Group, em nota.

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