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Fazenda revê projeção de crescimento do PIB de 1% para 0,5% em 2017

(Atualizada às 14h43) O Ministério da Fazenda revisou a estimativa de crescimento do país de 1% para 0,5% neste ano. Na Lei Orçamentária Anual (LOA), a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) era de 1,6%. Os dados divulgados nesta quarta-feira (22) pelo ministério estão em linha com a projeção do mercado do Boletim Focus, do Banco Central, que mostra uma expansão de 0,48% para este ano.


A projeção de crescimento deste ano é fundamental para definição do comportamento das receitas e, consequentemente, para o corte de despesas do orçamento que será divulgado ainda nesta quarta-feira.


O Ministério da Fazenda ainda projeta para 2017 um IPCA acumulado de 4,3% e um câmbio de R$ 3,3. Para 2018, a estimativa de crescimento do Ministério da Fazenda é de 2,5%, considerando uma inflação acumulada de 4,5% (no centro da meta definida pelo governo) e câmbio de R$ 3,4.


Segundo apresentação divulgada pelo Ministério da Fazenda, foi mantida a projeção de um crescimento da economia 2,7% no quarto trimestre de 2017 em comparação com o 4º trimestre de 2016. Já na comparação com o terceiro e o quatro trimestre de 2017, a expansão do PIB deve ser 3,2% (anualizado).


Na apresentação, o ministério destacou "um avanço substancial da desalavancagem das empresas durante o quarto trimestre de 2016" e citou da dívida bruta do endividamento das empresas sobre o patrimônio líquido e da dívida líquida sobre o valor de mercado.


"O futuro é muito melhor"


O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fabio Kanczuk, afirmou que o movimento da economia no último trimestre de 2016 sugere uma recuperação mais rápida do país a partir de agora. Ele ressaltou que, nos últimos três meses de 2016, empresas reduziram seu endividamento, pagaram mais dívidas.


"As empresas investiram menos e houve menos formação de estoque. Isso explica porque o quartro trimestre do ano passado teve um número negativo expressivo, mas sugere que essa desalavancagem ficou para trás e que o futuro é muito melhor do que o que se esperava antes dessa desalavancagem", disse, o secretário, ao comentar os novos parâmetros macroeconômicos anunciados hoje pelo Ministério da Fazenda.


"O gráfico que mostra essa desalavancagem expressiva [das empresas] é um indicador de que o crescimento foi menor no quarto trimestre do ano passado e será maior nos trimestres deste ano. O número de 0,5% que a gente colocou como projeção final [para o PIB] contempla essa mudança de quatro trimestre pior", disse Kanczuk.


Kanczuk disse que a economia mundial teve pouco impacto sobre a revisão dos parâmetros macroeconômicos e que houve efeitos pequenos dos dados de produtividade e política fiscal. "Há algum efeito da política monetária", disse, observando que há um trabalho para reduzir a inflação, com impacto sobre a economia. "O efeito principal que a gente vive nesta crise é o crédito", disse.

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