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Ibovespa firma alta com Petrobras e dólar ensaia recuperação

O Ibovespa firma-se em território positivo no final da manhã desta quarta-feira, puxado principalmente pela Petrobras, que sobe após divulgar um balanço trimestral considerado bom pelos analistas.


Depois de começar o dia em queda e alternar momentos de elevação e baixa, o principal índice acionário da bolsa brasileira ganhava 0,73%, a 63.439 pontos, às 13h42. A ação PN da Petrobras avançava 3,54%, enquanto a ON subia 3,38%.


"Apesar de ainda apresentar um grande endividamento, a Petrobras tem dado demonstrações contínuas de que o pior já passou", disse Pedro Galdi, analista da Upside Investor. "A empresa está se preparando para voltar ao lucro."


Entre as maiores elevações do índice, destaca-se a BM&FBovespa, que lidera as altas no horário. A gestora da bolsa brasileira ganhava 6,04%, a R$ 19,48, após a relatora da sua fusão com a Cetip proferir um voto favorável ao negócio.


Outros destaques de alta são Pão de Açúcar PN (4,57%), Banco do BrasilON(3,60%) e Gerdau Metalúrgica PN (3,45).


Entre as maiores quedas do horário, apenas um frigorífico: BRF ON, com desvalorização de 2,23%. No time das maiores perdas do Ibovespa, estão MRV ON (-3,44%), Kroton ON (-3,18%), Weg ON (2,20%) e BR Malls ON (2,11%).


Dólar


O dólar reverteu o avanço ante o real no final da manhã, diante de uma melhora nos mercados internacionais. Até então, a alta era conduzida por preocupações com o governo de Donald Trump nos Estados Unidos e pela desvalorização das commodities, que também foi atenuada ao longo da sessão. No Brasil, o principal foco de cautela reside na reforma da Previdência.


Às 13h53, o dólar comercial recuava 0,05%, a R$ 3,0877, próximo da mínima de R$ 3,0842.No mercado futuro, o dólar para abril operava estável, cotado a R$ 3,09850.


Aretirada de servidores estaduais e municipais da proposta do governo alimentou a cautela no mercado, que teme mais concessões até a aprovação das novas regras.


"A avaliação geral é negativa. O governo cede neste ponto e fica o alerta de que a reforma pode não ser aprovada na integralidade", diz o economista sênior do banco Haitong, Flávio Serrano. "Quanto mais robusta a reforma, maior seria o impacto benigno para a recuperação da economia, sustentabilidade do sistema e diminuição dos juros de longo prazo", diz.


Juros


Os juros futuros desaceleram a alta no começo da tarde, diante de uma melhora no câmbio e no ambiente externo. O movimento vem depois que as incertezas em torno da reforma da Previdência conduziram as taxas aos maiores avanços desde o último dia 14.


A retirada de servidores estaduais e municipais da proposta do governo alimentou a cautela no mercado, que teme mais concessões até a aprovação das novas regras.


Entre o fechamento de terça-feira e as máximas no dia, as taxas dos juros futuros subiram, em média, 0,13 ponto percentual. Este foi avanço mais elevado em uma semana quando, no dia 14, o mercado avaliava informações de possíveis atrasos no cronograma da reforma da Previdência.


Às 13h59, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2018 subia a 9,965%, ante 9,955% no ajuste anterior, e DI janeiro de 2019 avançava a 9,510%, ante 9,480%. Nas máximas, chegaram a 10,000% e 9,580% mais cedo.


O DI janeiro de 2021 tinha elevação a 9,970%, ante 9,920% na véspera, com pico em 10,050%.


Entre vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2023 subia a 10,240%, ante 10,190% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2025 avançava a 10,340%, ante 10,300% na véspera. Nas máximas, avançaram até 10,320% e 10,430%, respectivamente.


"O mercado parece entender que houve um retrocesso no andamento da reforma da Previdência", diz o estrategista na Corretora Coinvalores, Paulo Nepomuceno. "Se faltassem poucos dias para a votação, a concessão seria ótima para garantir a aprovação. Mas estamos longe da votação e o poder de barganha se enfraquece", diz.

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