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Bovespa fecha estável com poucos negócio e incertezas sobre reformas

A piora na percepção dos investidores com questões políticas limitou os negócios na bolsa de valores e o Ibovespa operou praticamente todo o dia com movimentos de lateralidade. O índice fechou com leve alta de 0,01% aos 63.531 pontos e giro financeiro de R$ 7,4 bilhões.


Os investidores estão preocupados com a capacidade de o governo de Michel Temer aprovar a reforma da Previdência com poucas alterações no texto original. Na terça-feira, o presidente retirou da reforma da Previdência os servidores municipais e estaduais. Ontem, os investidores esperaram pela divulgação do contingenciamento do Orçamento, que ficou para a próxima terça-feira.


A piora no humor dos investidores aumentou com o placar de votação do projeto de lei que permite a terceirização de empresas privadas e do serviço público. Dos 428 deputados que estavam presentes, 231 votaram a favor da proposta e 188, contra, com oito abstenções. Os investidores consideraram o placar apertado. A reforma da Previdência precisa de 308 votos a favor na Câmara dos Deputados.


Essa incerteza dos investidores sobre o mercado de ações do Brasil foi refletida pelo índice CBOE Brazil ETF Volatility - que mede a volatilidade implícita do iShares MSCI Brazil Capped ETF, composto por ações de empresas brasileiras - que subiu 3,64%, para 35,60. Na máxima, foi a 35,64, maior patamar desde 9 de janeiro (35,76). Na semana, esse indicador dispara 19%. O indicador de volatilidade da CBOE para mercados emergentes tinha alta menor nesta quinta-feira, de 2,99%, a 18,28.


Outro indicador que reflete a piora da expectativa dos investidores com o mercado de ações é o MSCI Brazil (Morgan Stanley Capital Internacional). Neste mês, o índice acumula o segundo pior resultado entre os países emergentes, com queda de 4,06%. A primeira posição fica com o MSCI do Egito, que recua 7,39%. O MSCI foi criado para acompanhar o retorno das principais bolsas internacionais. No caso do Brasil, contém praticamente todas as ações do Ibovespa e tem cotação em dólar, o que permite a comparação com outras bolsas de valores.


Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficaram com os papéis ordinários da Marfrig, que subiram 5,23%, e recuperavam as perdas dos últimos dias. Já as ações da JBS fecharam com queda de 1,10%, depois de a empresa ter anunciado que suspendeu o abate de bovinos em 33 dos seus 36 frigoríficos no Brasil. A suspensão ocorre em razão dos embargos internacionais provocados pela Operação Carne Fraca.


As ações da Petrobras fecharam em baixa, seguindo a queda no preço do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais recuaram 0,66% e os papéis ordinários tiveram baixa de 0,07%. Os contratos futuros de WTI com vencimento em maio caíram 0,7% a US$ 47,70 o barril.


Os papéis da Vale também fecharam em baixa. As ações PNA caíram 1% e os papéis ordinários tiveram baixa de 0,54%. O preço do minério de ferro, que serve de referência para os papéis da Vale, fechou com baixa de 1,6% em Qingdao, na China, a US$ 86,36 a tonelada.


A alta na cotação do dólar, que subiu 1,34% a R$ 3,13 ajudou na alta das ações do setor de celulose. Os papéis ordinários da Fibria subiram 1,56% e as ações da Suzano Papel e Celulose tiveram alta de 0,53%.

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