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Consumidores esperam inflação de 7,5% nos próximos 12 meses, nota FGV

A mediana das expectativas dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses caiu 0,1 ponto percentual em março, para 7,5%, retornando ao nível de novembro de 2014. Foi o quarto recuo consecutivo. A tendência de queda iniciou-se em fevereiro de 2016 e acumula um recuo de 3,9 pontos desde o máximo histórico de 11,4% registrado naquele mês.


"Após uma forte queda das expectativas de inflação, o indicador começa a se estabilizar em um novo patamar. O resultado reflete uma redução do ritmo de desaceleração da inflação acumulada em 12 meses e também a diminuição da intensidade do debate sobre o tema, uma vez que o cenário de convergência da inflação à meta tornou-se mais provável", afirmou, em nota, o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV-Ibre.


Em março de 2017, a proporção de consumidores prevendo inflação abaixo de 6,5% passou para 45% do total. Entre as três faixas inferiores, a mais citada foi entre 4,5-5,5%, com um aumento de frequência relativa de 4, 2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. A parcela de consumidores indicando uma inflação abaixo da meta também cresceu entre fevereiro e março, de 7,2% para 11,2% do total de entrevistados. No outro extremo, a faixa entre 10% e 12% apresentou o maior recuo entre as faixas superiores, ao sair 8% para 5,8%, uma variação de 2,2 pontos.


A inflação prevista acomodou-se nas faixas de renda familiar entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 e entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, permanecendo no nível do mês anterior. A maior evolução ocorreu na faixa de renda superior a R$ 9.600,00 mensais, na qual a mediana recuou 0,4 ponto, para 6%.

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