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Juros futuros têm maior queda em 2 semanas por dólar e BC

O mercado de renda fixa teve nesta sexta-feira o melhor dia em duas semanas, sustentado por uma menor percepção de risco doméstico, ao fim de uma semana marcada pela renovação de incertezas políticas e fiscais.


O dia foi de forte volume de negócios. Mais de 2,07 milhões de contratos de juros já haviam sido negociados até por volta das 16h30. Quando faltava uma hora e meia para o encerramento do pregão do "after-market", o giro no DI já era o maior em um mês.


O alívio antecedeu a semana que contará com dados do setor de serviços, IGP-M de março, IBC-Br de janeiro, vendas no varejo, taxa de desemprego e, sobretudo, o Relatório Trimestral de Inflação (RTI).


A queda do dólar no Brasil, a mais forte no mundo nesta sexta-feira, teve papel central no alívio nos DIs no pregão de hoje. A leitura de que os ruídos políticos, por ora, não alteram o plano de voo do Banco Central de seguir cortando os juros - possivelmente acelerando o ritmo nos próximos meses - também deu suporte à venda de taxa na BM&F.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2018 - que reflete apostas para a política monetária ao longo de 2017 - cedia a 9,890% ao ano, 9,5 pontos-base abaixo do fechamento da véspera, maior queda diária desde 10 de março (-18 pontos).


O DI janeiro de 2019 recuava a 9,440%, 15 pontos aquém do encerramento de ontem, também maior recuo desde 10 de março.O DI janeiro de 2021 indicava 9,870%, ante 10,020% no ajuste de ontem, igualmente na maior baixa em duas semanas.


A inclinação da curva medida pela diferença entre os DIs janeiro de 2021 e janeiro de 2019 caiu 2 pontos-base, a 43 pontos, repetindo a queda da véspera. Ainda assim, segue não muito distante da máxima de 47 pontos alcançada na quarta-feira.


O recuo dos juros se intensificou na parte da tarde, em meio às declarações do presidente do BC, Ilan Goldfajn. A sensação é que Ilan não demonstrou preocupação com a escalada dos receios de ordem política vista nesta semana.


Também se comentou no mercado sobre comentários do diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana, nesse mesmo sentido. Viana participou de uma série de reuniões com investidores nesta sexta no Rio de Janeiro. Um dos relatos sugere que ele teria se mostrado "bastante convicto" com corte de 1 ponto percentual da Selic em abril e que teria tentado amenizar ruídos sobre a reforma da Previdência.

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