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Dívida Pública Federal sobe 2,66% em fevereiro, para R$ 3,134 trilhões

(Atualizada às 10h42) A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 2,66% em termos nominais na passagem de janeiro para fevereiro, para R$ 3,134 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.


O Tesouro Nacional mostrou ainda que a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou uma alta de 2,80%, para R$ 3,020 trilhões em fevereiro. Já a Dívida Federal Externa somou R$ 113,93 bilhões (US$ 36,76 bilhões), o que representa queda de 0,76 % na comparação com os números de janeiro.


A variação ocorreu, segundo o Tesouro, "principalmente devido à valorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa e ao resgate líquido de R$ 280 milhões ocorrido no período".


No segundo mês de 2017, as emissões da DPF corresponderam a R$ 75,64 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 17,65 bilhões, o que resultou em uma emissão líquida de R$ 57,99 bilhões.


Desse total líquido, R$ 58,27 bilhões referem-se a emissão líquida da DPMFi e R$ 280 milhões de resgate de dívida externa.


O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses ficou em 15,47%, contra 15,71% em janeiro. O prazo médio da dívida interna fechou fevereiro em 4,52 anos, ante 4,57 anos em janeiro.


Considerando a metodologia "Average Term to Maturity", que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal passou de 6,52 anos em janeiro para 6,40 anos em fevereiro.


Participação dos investidores


A participação de investidores estrangeiros na DPMFi caiu de 14,22% em janeiro para 13,66% em fevereiro. Esse é o menor percentual desde setembro de 2012 (13,42%). Em valor absoluto, a fatia recuou de R$ 417,82 bilhões para R$ 412,56 bilhões - a menor desde dezembro de 2014, quando estava em R$ 407 bilhões. Em 2016, a participação do não residente recuou em R$ 70 bilhões, marcando a primeira queda da série histórica iniciada em 2007.


As instituições de Previdência consolidaram a posição de principais financiadores do Tesouro, com 26,12% da dívida, ante 25,58% em janeiro. As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 22,29% da DPMFi, contra 21,3% em janeiro.


Os fundos de investimento reduziram a participação para 22,42% ante 23,23% em janeiro. O governo respondeu por 5,38%, ante 5,55% em janeiro. Já as seguradoras ampliaram sua participação de 4,59% em janeiro para 4,65% um mês depois.


Composição da dívida


A participação de papéis pós-fixados na DPMFi permaneceu em 30,82% em fevereiro.Pelas metas do PAF, o volume de pós-fixados deve oscilar entre 29% e 33% neste ano, mas a métrica é a dívida total. Considerando, então, a Dívida Pública Federal (DPF), a participação desses papéis subiu de 29,66% em janeiro para 29,70% no mês seguinte.


A fatia de papéis prefixados passou de 34,32% da DPMFi em janeiro para 35,09% em fevereiro. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram fevereiro em 33,61% da dívida interna, ante 34,37% no primeiro mês de 2017. Os ativos corrigidos pelo câmbio fecharam em 0,48%, ante 0,49% no fim de 2016.


O PAF de 2017 prevê que os títulos prefixados devem variar entre 32% e 36% da DPF. Já os papéis atrelados a índices de preços devem ficar entre 29% e 33% e para os títulos atrelados à taxa de câmbio a banda é 3% a 7%.


Em fevereiro, os prefixados representaram 34,15% da DPF, enquanto os índices preços, 32,39%, e taxa de câmbio, 3,76% da DPF.

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