Endividamento das famílias atinge o menor patamar desde 2011

O endividamento das famílias manteve o movimento de baixa observado em 2016 e abriu 2017 no menor patamar desde o fim de 2011. O movimento de desalavancagem abre espaço, em tese, para que as famílias voltem a tomar crédito. No entanto, esse vetor esbarra no desemprego que ainda continua aumentando e em taxas de juros que seguem em alta apesar do corte da taxa básica de juros, a Selic, iniciado em outubro do ano passado.


Dados compilados pelo Banco Central (BC), mostram que a relação entre o estoque de crédito contratado e renda líquida anualizada fechou janeiro 42,03%, menor desde de dezembro de 2011 (41,83%), ante 42,13% registrado em dezembro. Em janeiro de 2016, o endividamento era de 44,55%.


Tirando o crédito habitacional da conta, a fatia de endividamento foi de 23,49% em janeiro, menor desde junho de 2007, contra 23,56% em dezembro. Um ano atrás era de 25,73%.


Em janeiro, a fatia de renda destinada ao pagamento do principal das dívidas foi de 11,19%, contra 11,22% em dezembro. Já o percentual destinado ao pagamento de juros, subiu de 10,4% para 10,51%. Disso resulta um comprometimento total do orçamento com dívidas tomadas junto ao sistema financeiro de 21,7% em janeiro, contra 21,62% em dezembro.

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