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Após condução coercitiva, Picciani diz não se constranger no cargo

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), disse que não tem "nenhum constrangimento em presidir essa Casa porque não cometi nenhum ato ilegal e nenhum ato desonesto". Picciani não usou a cadeira de presidente da Casa, onde sempre chefia as sessões da Casa. Preferiu fazer o pronunciamento do púlpito, de pé.


Picciani foi conduzido coercitivamente ontem à sede da Polícia Federal, no Rio, em uma ação de desdobramento da Lava-Jato. A Operação 'O Quinto do Ouro' acabou com cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) presos. Após afirmar que as denúncias eram frágeis, Picciani contra-atacou: "Eu tenho que responder à sociedade, esse delator colocou em xeque o meu nome, a minha família".


Em um pronunciamento no plenário da Casa Legislativa, Picciani disse que respondeu a duas ou três perguntas da Polícia Federal e que a condução coercitiva foi realizada de forma "profissional". "Nada temia, nada devo e não tenho porque ter medo de insinuação de delator", se defendeu Picciani. A operação foi deflagrada a partir da delação premiada do ex-presidente do TCE Jonas Lopes.


Em silêncio, no segundo andar do plenário da Casa, havia oito manifestantes, com dois cartazes de protesto contra Picciani e acusando o TCE de fraude: "Picciani agora tenta explicar o inexplicável". O presidente da Assembleia do Rio negou que tenha recebido propina. "Não recebi e não há como provar que recebi. Só posso entender isso como forma de macular o parlamento, que tem suas divergências, mas é transparente", disse.


Picciani disse ainda que nunca interferiu no Executivo estadual e nem no governo federal. "A minha força sempre foi política, nunca quis ter ingerência [no Executivo], nunca indiquei um cargo no poder executivo estadual ou no poder executivo federal". Um dos filhos de Picciani, porém, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) é ministro do Esporte.


"Vou continuar à disposição da Justiça", disse no plenário. "Não tenho nenhum constrangimento em presidir essa Casa porque não cometi nenhum ato ilegal e nenhum ato desonesto", completou.

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