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Ibovespa tem dia de desânimo e opera em queda; dólar sobe

No mercado de ações brasileiro, o dia é de apatia, com a queda das commodities e a cristalização das expectativas de que a taxa de juros do país será reduzida em apenas um ponto percentual no mês que vem.


O Ibovespa recuava 0,66%, para 65.096 pontos, às 13h50. O volume de negócios era de R$ 1,756 bilhão, o equivalente a 22% da média diária neste ano.


Na primeira metade do pregão desta quinta-feira, o principal índice de ações do mercado acionário do Brasil ficou oscilando perto da estabilidade, acompanhando o vaivém da Vale e da Petrobras. A ação preferencial da mineradora recuava 0,1%, a R$ 28,73, acompanhando a baixa do minério de ferro. O papel sem direito a voto da petroleira estatal subia 0,7%, para R$ 14,55, no final da manhã. O Índice de Materiais Básicos da BM&FBovespa caía 0,5%.


Entre as empresas que dependem do mercado consumidor local, a operadora de planos odontológicos Odontoprev tinha o pior desempenho, em queda de 2,8%, a R$ 11,53.


Nesta manhã, o Banco Central (BC) deixou claro, em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que a taxa de referência Selic deve cair de 12,25% ao ano para 11,25% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Fechado em 22 de março, o documento não contempla os indicadores recém-divulgados dos setores de comércio e serviços, que desanimaram os investidores quanto às perspectivas para a recuperação da economia brasileira.


"Essas estatísticas mostram que há espaço para um corte de juros maior", diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.


Câmbio


O mercado de câmbio acompanha a instabilidade nos preços de commodities nesta quinta-feira. A recuperação do petróleo durante a manhã contribui para aliviar a alta do dólar ante o real, em movimento alinhado aos demais emergentes. Por aqui, entretanto, é observada alguma pressão vinda do vencimento de contratos de swap cambial tradicional no começo de abril.


Às 13h50, o dólar comercial subia 0,46%, cotado a R$ 3,1302, após subir até R$ 3,1363 (0,65%) no começo do dia. No início dos negócios, os investidores avaliavam a queda do petróleo e do minério de ferro.


No mercado futuro, o contrato para abril marcava R$ 3,1310, alta de 0,26%, tendo oscilado entre R$ 3,1385 (alta de 0,50%) e R$ 3,1205 (queda de 0,08%)


Na avaliação do diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, a retirada de liquidez por causa do vencimento de swap pode levar os investidores a assumirem posição defensiva no mercado hoje. "Porém, é provável que a alta seja limitada, num intervalo curto de R$ 3,1150 a R$ 3,1350", acrescenta.


O Banco Central realizou hoje sua provável operação final para postergar o vencimento de abril. Com isso, no mínimo, o BC vai retirar do mercado o equivalente a US$ 4,211 bilhões, deixando vencer 43% do lote total, de US$ 9,711 bilhões.


O operador Cleber Alessie Machado, da H.Commcor, destaca ainda que há alguma preocupação com situação econômica, tendo em vista a contração de vendas no varejo. Esse movimento, no entanto, é contrabalançado pela visão positiva com o molde do contingenciamento anunciado pelo governo ontem. "Ainda, vi como motivo para o início em alta do dólar uma correção técnica à queda de ontem", acrescenta o operador.

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