Renan diz que corte no Orçamento é tentativa tardia de consertar erro

Cada vez mais crítico ao governo do presidente Michel Temer, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que a equipe econômica "tenta consertar um erro tardiamente" ao anunciar o contingenciamento de R$ 42,1 bilhões no Orçamento com o objetivo de atingir a meta fiscal de 2017.


"O governo errou e agora está fazendo tudo apressadamente. Fez um déficit artificial e agora vai ter de fazer cortes e tentar aumentar receitas. É tentar consertar um erro tardiamente", atacou Renan. Com uma meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para o ano, o corte anunciado integra o conjunto de medidas compensatórias do governo com o objetivo de cobrir um rombo de R$ 58,2 bilhões nas contas públicas.


Crítico da terceirização nos moldes do projeto aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados, Renan avaliou que a medida contribuirá no agravamento da crise na economia que, para ele, ainda vai piorar. "Vamos ter um agravamento da crise econômica e essa terceirização terá um impacto grande em termos de desemprego, precarização, menos arrecadação e, consequentemente, mais imposto".


Questionado, Renan negou que busque com as críticas ser contemplado com espaços na máquina do governo. "Eu não quero participar do governo nem indicar ninguém. Quero que a bancada do PMDB [da qual é líder] seja chamada a colaborar".

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