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Preocupação com política desanima Ibovespa; dólar cai com exterior

A Petrobras ajudou o Ibovespa a subir durante boa parte da primeira metade do pregão desta segunda-feira, mas a preocupação com as perspectivas para o governo Michel Temer e a aprovação das reformas econômicas, que têm esfriado os ânimos no mercado nos últimos dias, voltou a prevalecer.


O Ibovespa recuava 0,04%, para 64.956 pontos, às 13h15. A ação preferencial da petrolífera continuava entre as maiores altas do mercado - subindo 1%, para R$ 14,63 -, mas já sem forças para puxar o índice.


"O cenário político parece cada vez mais nebuloso e preocupante", diz Hersz Ferman, analista da Elite Corretora no Rio de Janeiro. "Havia um grande otimismo sobre a reforma da Previdência Social, mas o processo para passar as medidas vai ser muito mais complicado do que se esperava."


Nesta semana, as atenções estão concentradas o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer que se elegeu em 2014.


Dois terços dos 57 papéis do Ibovespa tinham baixa no final da manhã de hoje. O pior desempenho era da Bradespar, holding que tem, entre seus ativos, uma participação na Vale. A mineradora ensaiou uma elevação no início dos negócios mas sucumbiu ao peso do minério de ferro, que segue em trajetória de baixa. O material está a 0,6% de apagar todos os seus ganhos no ano.


A Bradespar perdia 3,3%, a R$ 21,17, enquanto a ação preferencial da Vale recuava 1,5%, para R$ 27,77, enquanto a ordinária caía 1,7%, para R$ 29,28.


No exterior, o clima estava azedo depois de uma explosão ter deixado mortos e feridos no metrô de São Petersburgo.


Câmbio


O dólar tem leve queda ante o real nesta segunda-feira. O movimento reflete o ritmo de compasso de espera por indicadores econômicos americanos e mais clareza no âmbito político.


Especialistas apontam que o julgamento no TSE será acompanhado de perto, a partir de amanhã, para avaliar os riscos ao processo de ajuste fiscal. O sentimento, por ora, é de cautela, mas com viés positivo para a continuidade do atual governo e principalmente para o encaminhamento da reforma da Previdência.


Contribui para o recuo do dólar hoje a perspectiva de entrada de recursos no país. Está no radar dos investidores captações externas de empresas brasileiras e a nova rodada da lei de repatriação de recursos mantidos no exterior.


Às 13h15, o dólar comercial caía 0,40%, cotado a R$ 3,1183, tendo recuado até R$ 3,1112 (-0,63%). Na máxima, subiu até R$ 3,1337 (+0,09%) logo nos primeiros negócios da sessão.


No mercado futuro, o dólar para maio caía 0,13%, a R$ 3,1375, com mínima em R$ 3,1305 (-0,35%).


Nesta segunda-feira, os indicadores dos EUA também contribuíram para o recuo do dólar, na avaliação do operador Alessandro Faganello, da Advanced Corretora. Com números mais fracos que o esperado da indústria e construção, há a leitura entre os investidores de que podem diminuir as chances de novos aumentos de juros no Estados Unidos.


"Estão previstos mais dois aumentos dos Fed Funds em 2017, mas o número mais importante da semana, que pode balizar as apostas, é o relatório de empregos", acrescenta. O 'payroll', que informa número de postos de trabalho criados nos Estados Unidos, será conhecido na sexta-feira.


Juros


O mercado de renda fixa aguarda novos catalisadores para firmar a direção das taxas de juros futuros. Sendo assim, as taxas do DIs têm leve queda nesta segunda-feira. O grande foco dos agentes financeiros hoje é o andamento do ajuste fiscal e, principalmente, da reforma da Previdência. As incertezas em torno dessas questões ainda limitam apostas mais agressivas para a política monetária e, até que haja sinais claros no âmbito fiscal, a movimentação pode ficar restrita.


ODI janeiro de 2018 caía a 9,860%, ante 9,870% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2019 - o mais negociado até o momento - marcava 9,500%, igual à sessão passada. O DI janeiro de 2021, por sua vez, exibia 9,880%, também estável.


Entre os vencimentos de curtíssimo prazo, o DI julho de 2017 - que reflete as apostas para os encontros do Copom em abril e maio - recuava a 10,935%, na comparação com 10,960% na sessão anterior.

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