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Bolsas de NY sobem nesta terça-feira, mas investidores mantêm cautela

Os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda preservam certo apelo aos mercados, mas, a julgar pelos resultados de Wall Street nesta terça-feira, podem ter perdido, ao menos por ora, o poder de criar ralis somente com simples sinalizações.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,19%, para 20.689,24 pontos. O S&P 500 avançou 0,05%, a 2.360,16 pontos. O Nasdaq subiu 0,07%, a 5.898,60 pontos.


No S&P 500, o setor de energia puxou os ganhos do indicador, com alta de 0,73%, seguido de matérias-primas, que registrou avanço de 0,36%.


O Dow Jones viu hoje dois terços de seus componentes terminar no positivo. Os destaques de alta ficaram com as ações de Caterpilar e Boeing, que subiram 2,02% e 1,16%, respectivamente.


A Amazon protagonizou uma história a parte nesta terça-feira na Nasdaq. Os papéis da varejista online subiram 1,72% e alcançaram o quinto recorde consecutivo, a US$ 906,83.


"Os investidores certamente reverteram para uma postura de cautela e devem continuar assim por algum tempo", afirmou Peter Cardillo, economista chefe de mercados do First Standard Financial. "Há muita coisa acontecendo neste trimestre e os mercados já precificaram todas as boas notícias", acrescentou.


As bolsas de Nova York oscilaram entre leves perdas e ganhos desde o início da sessão, com tendência a uma moderada aversão ao risco. Isso até o mandatário americano acenar novamente com os prometidos planos de desregulamentação financeira e de investimentos em infraestrutura.Trump fez os comentários durante encontro nesta terça-feira entre presidente de companhias de vários setores, mas, novamente, evitou fornecer detalhes sobre as propostas. "Estamos falando sobre uma grande lei de infraestrutura de um trilhão de dólares e talvez ainda mais", afirmou na reunião.


O sentimento de preservação, porém, imperou como reflexo das expectativas antes de eventos significativos nos próximos dias. Amanhã, o Federal Reserve divulga a ata do encontro de política monetária de março. O mercado alimenta a expectativa de que o documento do Fed, sempre observado com atenção por analistas e investidores, possa mostrar pistas sobre os momentos das novas altas de juros.


Na quinta-feira, Trump tem encontro marcado com o presidente chinês Xi Jinping, um momento com potencial disruptivo para o comércio global. Isso porque a retórica protecionista do americano pode acirrar os ânimos entre as duas maiores economias do mundo.


O clima de precaução adotado por investidores globais também ganhou força diante da iminente divulgação do relatório do mercado de trabalho nos EUA em março, o "payroll", na sexta-feira. O relatório pode reforçar ou lançar dúvidas sobre uma alta de juros pelo Fed nos próximos meses.


"Um payroll sólido, combinado a aumento de salários, pode levar o mercado a precificar um risco maior de quatro aumentos de juros ao longo de 2017, e não três, como indicado até o momento pelo Fed", disse Omer Eisner, analista-chefe de mercado da Commonwealth Foreign Exchange.

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