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Dólar vira e fecha em alta com receio sobre reforma da Previdência

O dólar ganhou força na última hora de negócios desta quarta-feira, em meio ao aumento dos receios em torno da capacidade do governo de obter a aprovação da reforma da Previdência.


A virada do mercado ocorreu após o "Estadão" publicar que a reforma da Previdência seria rejeitada por 242 deputados, mesmo com o texto em versão mais suave. O número representa 37 votos a mais do que a quantidade máxima de contras necessária para a aprovação. O governo precisa de 308 votos a favor, três quintos dos 513 deputados. O "Estadão" informou ter ouvido 427 parlamentares.


O operador de uma corretora disse ter notado saída de estrangeiros do mercado de câmbio, como reflexo do aumento da percepção de risco. Ao longo de março, o real teve uma performance mais fraca que muitos de seus pares emergentes, pressionado pela escalada dos ruídos políticos que lançaram dúvidas sobre a lealdade da base aliada ao governo.


A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, BC americano), divulgada nesta tarde, teve efeito limitado sobre as cotações aqui.


No fechamento, o dólar comercial subiu 0,50%, a R$ 3,1132, depois de chegar a cair a R$ 3,0830, mínima em duas semanas.


No mercado futuro, o dólar para maio tinha alta de 0,88% às 17h35, para R$ 3,1375, após máxima de R$ 3,1390 e mínima de R$ 3,0980.

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