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Índice de Commodities do BC registra queda de 2,32% em março

As matérias-primas que têm influência sobre a inflação brasileira marcaram o terceiro mês de queda na métrica do Banco Central (BC). Em março, o Índice de Commodities Brasil (IC-Br) teve baixa de 2,32%, após variação negativa de 2,37% em fevereiro. No ano, a perda é de 5,71%, e nos 12 meses encerrados em março, o IC-Br cai 7,95%, de menos 9,91%, nos 12 meses findos em fevereiro. Em 2016, o indicador acumulou baixa de 5,31%, maior queda desde 2001. Em 2015 esses preços tinham avançado 21,43%.


O indicador é construído partindo dos preços das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertido para reais. Seu equivalente internacional, o "Commodity Research Bureau" (CRB), mostrou variação positiva de 0,62% em março. Em 2016, o CRB caiu 3,05%, após ter avançado 24,57% em 2015. Em 12 meses o CRB recua 7,69% e acumula baixa de 4,75% em 2017.


Entre os três subgrupos que compõem o IC-Br, o de commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e arroz) mostrou baixa de 2,89% no mês, após recuar 2,82% em fevereiro. No ano, a baixa é de 5,94%. Em 12 meses, os preços recuam 12,93%.


O preço das commodities metálicas (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) avançaram 0,83% em março, vindo de desvalorização de 0,49% em fevereiro. No trimestre, a baixa acumulada é de 3,4%. Mas em 12 meses esses preços sobem 10,05%.


As commodities energéticas (petróleo Brent, gás natural e carvão) mostraram recuo de 4,15% no mês passado, após baixa de 2,87% em fevereiro. A queda no ano é de 8,92%. Em 12 meses os preços ainda sobem 0,58%.


Observando o comportamento da média móvel trimestral, indicador mais utilizado para captar tendência, o IC-Br aponta queda de 1,93%, em março, vindo de queda de 1,2% em fevereiro e alta de 1,55% em janeiro.

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