Debate sobre reforma da Previdência gera cautela na Bolsa e no dólar

O Ibovespa opera com leve alta nesta tarde. Os investidores acompanham, atentos, o vaivém das negociações sobre a reforma da Previdência Social.O principal índice acionário do mercado brasileiro ganhava 0,16% às 13h11, somando 64.879 pontos.


As units do Santander cediam 4,06%, depois de anunciar o preço dos seus papéis na oferta secundária que dará saída ao fundo Qatar Holdings: R$ 25.


A ação preferencial da Vale recuava 0,22% enquanto a ordinária tinha baixa de 0,61%, depois de o minério de ferro fechar em baixa na China com desvalorização de 0,8%, a US$ 80,92 a tonelada. A Petrobras seguia a elevação do petróleo - a ação PN aumentava 1,58% e a ON tinha alta de 0,52%.


Analistas esperam que a volatilidade no mercado aumente, a partir de agora, ao sabor das notícias sobre o cenário político.


Câmbio


A cautela prevalece no mercado de câmbio nesta quinta-feira, embora sem tom alarmista. O principal ponto de receio é o apoio parlamentar à reforma do sistema previdenciário diante de sinais de que o governo não teria hoje votos suficientes para aprovar a medida. Em segundo plano, os investidores ainda avaliam as indicações do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e do Banco Central Europeu (BCE) para suas políticas monetárias.


A leitura entre os agentes financeiros é de que o Planalto não terá vida fácil para validar as novas regras da Previdência no Congresso, o que deve resultar em momentos de volatilidade no câmbio. No entanto, a expectativa continua sendo de aprovação da reforma mediante negociações entre Legislativo e Executivo.


Às 13h14, o dólar comercial tinha baixa de 0,04%, para R$ 3,1121.O contrato futuro para maio tinha perda de 0,38%, a R$ 3,1250.


Juros


A percepção de risco aumenta no mercado de renda fixa nesta quinta-feira. A leitura entre especialistas é de que reforma da Previdência deve enfrentar dificuldades até sua aprovação e, nesse esforço, o governo terá de gastar seu capital político com os legisladores. Com isso, os juros futuros, principalmente de prazos mais longos, operam em alta, apesar de já afastados das máximas no dia.


Às 13h15, o DI janeiro 2021 marcava 9,900%, de 9,850% no ajuste anterior, tendo subido até 9,950% mais cedo. O DI janeiro de 2023 estava em 10,130%, ante 10,070%, e o DI janeiro de 2025 exibia 10,220%, ante 10,160%.


Um dia antes da divulgação do IPCA de março, saiu o resultado do IGP-DI em março, de queda de 0,38%. Com isso, registrou a menor taxa para meses de março desde 2009. Há algum alívio, assim, para os vencimentos mais curtos dos juros futuros.


O DI julho de 2017 recuava a 10,885%, ante 10,899% no ajuste anterior. Já o DI janeiro 2018 marcava 9,785%, ante 9,765%, e o DI janeiro de 2019 exibia 9,490%, ante 9,440%.

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