Pezão nega ter recebido R$ 900 mil em propina em esquema de Cabral

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), negou que tenha sido favorecido em R$ 900 mil com pagamentos de despesas pessoas de um esquema envolvendo empresas da área de alimentos que mantinham contratos com o Estado do Rio.


Ao responder questionamento de jornalistas, Pezão classificou como "mentira deslavada" a acusação de Jonas Lopes Neto, que disse em delação premiada ter ouvido o subsecretário de Comunicação do Rio, Marcelo Santos Amorim, afirmar que usou R$ 900 mil arrecadados em esquemas de corrupção para o pagamento de despesas pessoais do governador.


"É uma mentira deslavada, nem conheço Jonas Lopes Neto. Tenho muita tranquilidade quanto a isso, quem conhece minha vida, meu padrão de vida sabe. Nem meus quatro anos de salários dá um dinheiro desse", afirmou aos jornalistas após deixar o prédio da Justiça Federal do Rio. Ele prestou depoimento por videoconferência ao juiz Sergio Moro como testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).


"Eu estou aqui, tranquilo. Eu convivi com o governador Sergio Cabral por 2 anos e 8 meses de mandato. A vida pessoal dele é a vida pessoal dele, convivia com ele indo para o Palácio trabalhar", disse. O depoimento de Pezão hoje durou menos de dez minutos e foi fechado à imprensa. Segundo Pezão, apenas o Ministério Público fez uma única pergunta, relacionada ao esquema de desvio de recursos da obra do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), em Itaboraí, na região metropolitana do Rio. O governador fluminense negou ter participado do esquema.


"Tenho uma vida pública de 32 anos e sinceramente vocês nunca vão me ver diante de fazer uma ação como essa", acrescentou. Pezão disse que vai processar quem afirmou que ele recebeu dinheiro de propina, embora ainda não tenha tido acesso à delação. Jonas Lopes Neto é filho de Jonas Lopes de Carvalho Júnior, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ).


Na delação, Lopes Neto disse que teria havido duas reuniões na casa de Pezão para acertar pagamentos de propinas a conselheiros do TCE do Rio. Pezão confirmou o encontro, mas disse que a conversa foi para tentar agilizar obras no Estado, já que o tribunal estaria demorando para analisar editais. Segundo o govenador, reuniões como essas faziam parte da rotina do relacionamento entre o TCE e o Palácio Guanabara.


O depoimento de Pezão como testemunha de Cabral durou menos de dez minutos.


Sérgio Cabral foi preso no ano passado durante a Operação Calicute, desdobramento da Lava-Jato no Rio, suspeito de receber mesadas de até R$ 850 mil das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.





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