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Venda de automóveis cresce pela primeira vez em 27 meses, diz Anfavea

Pela primeira vez desde dezembro de 2014, a indústria automobilística registrou em março alta no volume de vendas quando comparado a mês igual do ano anterior. Foram licenciados em todo o país 189,1 mil veículos em março, uma alta de 5,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) comemorou o resultado, mas faz algumas ressalvas. Segundo o presidente da entidade, Antonio Megale, março passado teve número de dias úteis acima do normal.


"Se olharmos no trimestre percebemos que ainda não conseguimos recuperar", destacou ao apresentar o desempenho mensal do setor esta manhã. No acumulado do trimestre, a venda de 472 mil unidades registrou uma queda de 1,9% na comparação com igual período de 2016.


O executivo lembrou que no mês passado, as vendas também foram puxadas por um aumento de demanda de veículos comerciais leves para pessoas jurídicas. "Mas estamos no caminho da estabilização", afirmou.


O segmento de caminhões continua a preocupar o setor em razão da retração de 15,3% nas vendas de março, num total de 4,1 mil unidades. "Esperamos a recuperação no segundo semestre, mas os juros ainda estão muito altos", disse Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente da Anfavea.


Produção


A produção de veículos no país continua a dar sinais de recuperação. Em março saíram das linhas de montagem do país 234,7 mil unidades, o que representou um avanço de 18,1% na comparação com mesmo mês do ano passado.


"Trata-se de um resultado interessante, que veio, principalmente para atender ao aumento das exportações", disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale.


No acumulado do trimestre, houve avanço de 24%, num total de 609,8 mil unidades. Para Megale, trata-se de um resultado positivo, mas "não é suficiente ainda para reduzir substancialmente a ociosidade das fábricas".


No mês passado, os estoques do setor aumentaram. Com 218 mil unidades, a indústria automobilística fechou mês com estoques suficientes para 35 dias de vendas. Segundo Megale, trata-se de uma preparação da indústria para atender as vendas de abril, que terá menos dias úteis por conta dos feriados.

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