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Bovespa recua com cautela sobre geopolítica e reforma; dólar cai pouco

O Ibovespa terminou a primeira etapa de negócios desta segunda-feira em leve queda, com baixo volume de negócios. A cautela de uma semana mais curta se impõe entre os investidores, que observam o desenrolar da crise geopolítica no Oriente Médio enquanto acompanham as negociações em torno do projeto final da reforma da Previdência brasileira, o qual pode sair na semana que vem.


O principal índice acionário da bolsa recuava 0,47%, para 64.292 pontos. O volume financeiro de transações era de R$ 1,648 bilhão ? correspondente a apenas 20,7% da média diária deste ano.


Entre as maiores baixas, destacavam-se as ações da Vale, que acompanhavam a baixa de 0,98% do minério de ferro, a US$ 74,71, em um movimento de realização de lucros após os fortes ganhos do primeiro trimestre. Os papéis preferenciais da mineradora caíam 1,02%, para R$ 27,29, e os ordinários perdiam 1,48%, a R$ 28,72.


O pior desempenho era dos papéis da Qualicorp, que perdiam 4,17%, a R$ 19,75. Na sexta-feira, o conselho de administração da empresa aprovou um aumento de capital.


A alta da Petrobras ajudava a amortecer um pouco essa baixa: seus papéis preferenciais subiam 0,34%, para R4 14,75, e os ordinários avançavam 0,33%, para R$ 15,42, seguindo os ganhos do petróleo com as movimentações na Síria, o envio de unidades militares pelos Estados Unidos para a região da Coreia do Sul e o fechamento do maior campo produtor na Líbia por uma milícia local.


Dólar


O dólar se afasta das mínimas da sessão no início da tarde desta segunda-feira. O recuo da divisa dos Estados Unidos é atribuído, em parte, à confiança de que o governo conseguirá a aprovação da reforma da Previdência. Isso não significa, entretanto, que o caminho está livre de incertezas ou possíveis reveses. Por isso, os agentes financeiros preferem adotar alguma cautela no mercado.


Operadores destacam que o governo tem se reunido com parlamentares para aumentar o apoio à reforma, esforço visto de maneira positiva. O presidente Michel Temer teria agendado para a manhã de terça-feira uma reunião com aliados para fechar a versão final do texto da reforma, inclusive com possibilidade de se fazer últimas mudanças pontuais para viabilizar sua aprovação.


Por outro lado, a equipe do fundo Verde FIC FIM, gerido por Luis Stuhlberger, aponta que o mercado se mantém complacente com a situação fiscal no país, que continua sendo "extremamente frágil". Em relatório de gestão referente a março, os profissionais do fundo dizem ver com "bastante preocupação" os sinais vindos de Brasília nas últimas semanas.


"O conteúdo da reforma tem sido sistematicamente aguado, e as negociações políticas estão apenas começando", afirma. O aumento da percepção de risco é pouco refletida nos preços de ativos, na avaliação da equipe. E foi justamente essa questão que levou à redução da exposição do fundo à ações brasileiras. Também houve aumento da posição comprada em dólar contra real. Na renda fixa, o fundo permanece posicionado para um juro real mais baixo.


Às 13h30, o dólar recuava 0,22%, cotado a R$ 3,1430, tendo caído até a mínima de R$ 3,1297 (-0,64%) mais cedo. No outro extremo, chegou a marcar R$ 3,1500 na máxima, valor bem próximo ao fechamento anterior (R$ 3,1499).


O contrato futuro para maio, por sua vez, perdia 0,19%, a R$ 3,1565, depois de oscilar entre R$ 3,1435 (-0,60%) e R$ 3,1640 (+0,05%).


Hoje, sem indicadores econômicos previstos lá fora, os agentes financeiros aguardam a participação da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, em debate na Universidade de Michigan, por volta das 17h.


No exterior, segue a cautela com o aumento de tensões geopolíticas, que acaba trazendo pressão de alta nos contratos futuros de petróleo. Entre os principais pontos de atenção, está o conflito na Síria após a ofensiva dos Estados Unidos contra uma base aérea do país na semana passada.


Também geram preocupações entre investidores os relatos de que Washington está deslocando unidades militares em direção à península coreana num sinal de força ante possíveis testes de mísseis de Pyongyang.


Juros


O mercado de renda fixa entra na reta final de ajustes antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A maior parte dos investidores aposta que a meta Selic será reduzida em 1 ponto percentual, para 11,25% ao ano, a partir de quarta-feira. Até lá, entretanto, ocorrem algumas trocas de posição enquanto cresce a expectativa sobre os possíveis sinais que o Comitê trará em seu comunicado a respeito da trajetória da taxa básica de juros.


O DI julho 2017 recuava a 10,805%, ante 10,854% no ajuste anterior.


O DI janeiro 2018 caía a 9,690%, ante 9,770% no ajuste anterior, e o DI janeiro 2019 recuava a 9,410%, ante 9,510%. O DI janeiro 2021, por sua vez, marcava 9,830%, ante 9,930% no ajuste anterior.

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