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Dólar cai, mas segue longe de mínimas e atento a debate fiscal

O dólar fechou em queda ante o real nesta segunda-feira, num dia de alívio para alguns ativos brasileiros, que estiveram sob pressão na semana passada pelo aumento das preocupações fiscais.


O noticiário político trouxe alguma trégua desta vez. Em reunião ontem na residência oficial da Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer afirmou que já cedeu o suficiente na reforma da Previdência e disse que cobrará de aliados um voto favorável ao projeto, que tramita atualmente em uma comissão especial na Câmara.


A postura de Temer sugere menor disposição a aceitar mais alterações no texto da reforma da Previdência. O risco que o mercado embutiu na semana passada foi de o documento sofrer mais mudanças que o desidratassem, o que colocaria em xeque a capacidade da reforma de reequilibrar as contas públicas.


O maior receio nesse aspecto, porém, segue presente, tanto que o dólar ainda não voltou ao patamar perto de R$ 3,10 em que estava no começo da semana passada, antes do aumento das tensões.


No fechamento de hoje, a moeda americana caiu 0,38%, a R$ 3,1378. O dólar para maio cedia 0,35%, a R$ 3,1515.


A equipe de gestão do Fundo Verde, liderada por Luis Stuhlberger, mantém recomendação mais cautelosa. "O mercado por enquanto se mantém complacente, e isso nos preocupa", diz a equipe em relatório de gestão de março. Os profissionais ampliaram posição comprada em dólar frente ao real, citando o aumento da percepção de risco.

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