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Juros futuros caem com percepção sobre atividade econômica e inflação

O noticiário de inflação, a percepção de que a atividade segue fraca e a trégua no ambiente político empurraram os juros futuros para baixo nesta segunda-feira, com investidores fortalecendo apostas de mais corte da Selic na antevéspera da decisão de política monetária do Copom.


Numa indicação de que o "game" do Copom predominou no mercado de juros hoje, o DI julho de 2017 foi o mais negociado do dia, com 301.815 ativos transacionados até as 16h20, 27% de todo o giro do mercado, de 1,1 milhão. Esse DI concentra apostas para as reuniões do Copom de abril e maio.


Operadores chamaram a atenção para o fato de a inflação projetada pelo mercado na pesquisa Focus ter vindo abaixo de 4,5%. O documento divulgado nesta segunda-feira mostrou taxa estimada de 4,46% (dado da última sexta-feira), ante 4,50% da semana anterior. "Além de mostrar o rompimento de uma barreira psicológica, a queda é importante porque serve de 'input' para o Banco Central, que tem dado mais importância às projeções de mercado para calcular a inflação", diz um operador.


A inflação corrente também deu argumentos para o mercado cogitar chances de um BC ainda mais agressivo que o imaginado. A surpresa com o IGP-M mais baixo deu combustível a apostas alternativas, embora elas sigam minoritárias. A primeira prévia de abril do IGP-M teve deflação de 0,74%, mais intensa que a taxa em torno de -0,4% que chegou a circular no mercado.


"Há todo um conjunto de informações que não deixa dúvida alguma de espaço para o BC acelerar a queda da Selic", diz Paulo Celso Nepomuceno, da Coinvalores, lembrando a atividade econômica fraca e a inflação surpreendendo para baixo.


A trégua no noticiário político também respaldou a venda de taxa de juros na BM&F. Em reunião ontem na residência oficial da Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer afirmou que já cedeu o suficiente na reforma da Previdência e disse que cobrará de aliados um voto favorável ao projeto, que tramita atualmente em uma comissão especial na Câmara.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI julho de 2017 indicava 10,799% (10,854% no ajuste anterior).O DI janeiro de 2018 cedia a 9,665% (ante 9,770%). O DI janeiro de 2019 caía a 9,380% (último ajuste a 9,510%).O DI janeiro de 2021 recuava a 9,810% (de 9,930%).

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