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Mercado reduz expectativa para inflação neste ano e em 2018

(Atualizada às 8h56) Os agentes do mercado financeiro continuaram a reduzir a expectativa para a inflação e para taxa de juros neste ano e, desta vez, cortaram também a previsão para o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2018, após 36 semanas com a estimativa estacionada em 4,50%.


De acordo com o boletim Focus, do Banco Central (BC), a projeção para a alta do IPCA em 2017 saiu de 4,10% para 4,09%, quinto recuo consecutivo. Para 2018, a estimativa passou de 4,50% para 4,46% de aumento.


A previsão para o IPCA de abril foi de 0,40% para 0,31% de elevação. Destoando das demais projeções, o prognóstico de 12 meses subiu de 4,57% para 4,60% de elevação.


A nova revisão nas estimativas ocorre após o bom resultado do IPCA de março, que desacelerou a alta para 0,25%, e no momento em que o BC se prepara para decidir sobre a taxa de juros, na quarta-feira. No Focus, a projeção para a Selic no fim deste ano caiu de 8,75% para 8,50%. Alcançado esse nível, a taxa permanece assim até o fim de 2018, esperam os analistas.


Para a reunião de quarta-feira, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza o juro em 1 ponto percentual, para 11,25% ao ano.


Os analistas Top 5 de médio prazo, que vinham prevendo uma inflação abaixo da do mercado em geral, desta vez fizeram um ajuste para cima na projeção deste ano, de 4,08% para 4,11%. Para 2018, contudo, a expectativa para a inflação foi revisada de 4,30% para 4,25%. Eles também projetam o juro em 8,50% ao fim deste ano e do próximo.


Atividade


A estimativa dos participantes do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano foi revista de 0,47% para 0,41%. Para 2018, a previsão segue em expansão de 2,50%.


A expectativa para a economia deste ano tem sido abalada por dados ruins de atividade, como a queda expressiva do varejo e dos serviços em janeiro, e o resultado fraco da indústria em fevereiro. A avaliação de analistas é que a retomada do crescimento deve ser mais lenta que o esperado.


Este cenário de recuperação mais lenta foi usado pelo governo como justificativa para ampliar em R$ 50 bilhões a previsão de déficit primário do governo central para 2018. O rombo, estimado inicialmente em R$ 79 bilhões, será elevado para R$ 129 bilhões na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que será enviada ao Congresso nesta semana. Os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) destacaram que a projeção precisou ser modificada porque em 2018 a arrecadação ainda estará sob efeito da recessão de 2015 e 2016.



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