Banco Central perde R$ 121 milhões atuação no câmbio até dia 7

O Banco Central (BC) registra perda de R$ 121 milhões com as operações de swap cambial em abril até o dia 7. Em março, a perda foi de R$ 1,240 bilhão. No ano, o BC ainda ganha R$ 5,856 bilhões.


Em abril do ano passado, o BC embolsou R$ 12,335 bilhões. Em 2016 como um todo, a conta de swaps foi positiva em R$ 75,562 bilhões, após perda de R$ 89,657 bilhões em 2015.


O swap cambial é um derivativo que relaciona as variações na taxa de câmbio com a taxa de juros em um determinado período. De forma simplificada, o BC é ganhador quando o dólar cai e perdedor quando a moeda americana sobe ante o real.


Os swaps não são feitos para o BC ter ganhos ou perdas, mas são uma forma de oferecer proteção cambial ao mercado e de prover liquidez em momentos de instabilidade, preservando as reservas internacionais.


O estoque de contratos, que já passou dos US$ 100 bilhões, está na linha dos US$ 17,7 bilhões. Em maio, o vencimento de contratos soma US$ 6,389 bilhões e o BC ainda não indicou ser manterá a estratégia de rolagens parciais como tem feito ultimamente.


No lado das reservas internacionais quando convertidas para reais, a perda agora em abril até o dia 7 estava em R$ 15,965 bilhões. Em março, foi registrado ganho de R$ 14,229 bilhões. No ano, a conta é negativa em R$ 68,649 bilhões. Em 2016 a perda contábil foi de R$ 324,123 bilhões. Em 2015, com a alta do dólar, o ganho de variação cambial com as reservas tinha sido de R$ 260 bilhões.


As operações de swaps têm relevante impacto fiscal, pois ganhos e perdas são contabilizados na conta de juros, com consequente impacto no resultado nominal do setor público. Em 2015, a perda elevou o gasto com juro a 8,36% do PIB e puxou o déficit nominal a 10,22% do produto. Já em 2016, o ganho com essas operações ajudou a reduzir o gasto com juros a 6,49%, trazendo o déficit nominal para 8,98%.


Agora em 2017, com a queda no estoque de swaps, as varrições deixam de ser determinantes para o comportamento das variáveis fiscais que passam a refletir o crescimento do endividamento, taxa de juros e inflação.

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