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Dólar perde força após fala de Trump; questões locais seguem no radar

O dólar sucumbiu no final desta quarta-feira à pressão de vinda do exterior, na sequência de declarações do presidente americano, Donald Trump, de que a moeda está ficando "muito forte" e de que prefere política de juros mais baixos.


A cotação fechou em baixa de 0,31%, a R$ 3,1340. Na máxima do dia, foi a R$ 3,1570 (0,43%).


No mercado futuro, o dólar para maio cedia 0,21%, a R$ 3,1440.


Uma cesta de moedas emergentes subia 1,1%, maior alta desde 15 de março, quando o dólar caiu globalmente após a sinalização "dovish" do Federal Reserve (Fed, BC americano).


O alívio, no entanto, foi incapaz de tirar o real da ponta de baixo de uma lista com 33 moedas globais. O câmbio doméstico seguiu performando pior que a grande maioria de seus pares, influenciado por incertezas do lado político, um dia após a divulgação da "Lista de Fachin", que envolve em crimes de corrupção ministros do primeiro escalão do governo Temer, além de parlamentares, em cujas mãos está a aprovação da reforma da Previdência.


Operadores ainda classificam o movimento do câmbio como moderado, apesar do aumento dos receios fiscais nas últimas semanas. Mas também notam que a moeda vem testando os níveis máximos do intervalo no qual tem oscilado há cerca de um mês.


A volatilidade implícita de seis meses - uma medida do grau de incerteza para o câmbio ao longo desse período - operou hoje a 13,905% ao ano, ligeiramente acima dos patamares de ontem. O nível, no entanto, seguiu abaixo dos 14,5% alcançados em março, quando temas fiscais voltaram a preocupar os mercados com mais intensidade.


Bruno Foresti, gerente de câmbio do Banco Ourinvest, diz que como a "Lista de Fachin" inclui membros de vários partidos - e não só da base do governo -, há entendimento de que seria mais fácil acordos entre as legendas, o que reduziria as tensões e, eventualmente, minimizaria impactos sobre as discussões em torno da reforma da Previdência.


"O real também segue muito sustentado por fluxos", acrescenta, citando números do Banco Central divulgados hoje.


O Brasil começou abril recebendo quase US$ 3 bilhões em termos líquidos, melhor começo para esse mês em pelo menos nove anos. O superávit para a primeira semana de abril é o maior desde janeiro e compensa com folga as saídas acumuladas nas três semanas anteriores.

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