Tensão política pesa mais nos mercados do que reunião do Copom

O mercado de ações brasileiro tem uma quarta-feira (12) de cautela, após a divulgação, ontem (11), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, de uma lista de 108 políticos de diversos partidos que serão investigados por suspeita de prática de atos ilícitos.


Enquanto a amplidão das denúncias já era esperada, os seus efeitos sobre as negociações da reforma da Previdência Social ainda estão sob a análise dos investidores. O maior temor é que o trâmite do projeto, visto como essencial para garantir o crescimento sustentável do país no médio prazo, seja perturbado ou excessivamente prolongado.


Depois de cair a maior parte da manhã, o Ibovespa operava em estabilidade, com alta de 0,04%, para 64.384 pontos, às 14h09.


Bradespar liderava as perdas do horário, seguida por empresas ligadas aosetor de matérias-primas, com queda de 5,42%. Na sequência estão CSN ON (-4,77%), Cemig PN (-4,55%), Braskem PNA (-4,22%) e Vale ON (-4,15%).


Os investidores aguardam, no final do dia, a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sobre a taxa básica de juros brasileira. A aposta majoritária no mercado é de que a Selic deve ser cortada em um ponto percentual, para 11,25% ao ano.


Dólar


O dólar apresenta leve alta frente ao real nesta terça-feira. Às 14h, a moeda americana subia 0,27%, para R$ 3,1521, enquanto a cotação para maio avançava 0,44%, para R$ 3,1645.


Operadores disseram que estrangeiros lideraram as compras de dólares no fim do dia. De maneira geral, porém, o impacto da notícia sobre a lista de Fachin a cotação foi limitado. "O mercado ainda se prende à ideia de que vai demorar até que isso afete significativamente o governo Temer e o ajuste fiscal", diz Cleber Alessie, da H.Commcor.


Juros


O sinal de alerta vindo da arena política atrai as atenções do mercado nesta quarta-feira, diminuindo os holofotes para a decisão do Copom. A cautela com os desdobramentos da Operação Lava-Jato justifica o suporte aos juros futuros mais longos. No entanto, a despeito do conturbado noticiário do Brasília, os vencimentos mais curtos recuam à espera do corte na taxa básica de juros.


Entre os vencimentos de curtíssimo prazo, o DI janeiro de 2018 registra 9,635%, ante 9,615%, e o DI janeiro de 2019 mostra 9,390%, pouco acima do ajuste anterior. .


Já os juros futuros de prazos mais longos seguem com foco maior na política.O DI janeiro de 2021 tem leve alta a 9,860%, ante 9,830% no ajuste anterior, tendo avançado até a máxima de 9,890%. Já o DI janeiro de 2023 opera a 10,110%, ante 10,090%, e o DI janeiro de 2025 marca 10,210%, ante 10,190%.

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