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Vendas no varejo caem 0,2% em fevereiro e recuam 5,4% em 12 meses

(Atualizada às 9h46) O volume de vendas no varejo caiu 0,2% na passagem de janeiro para fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado de janeiro foi revisado de queda de 0,7% para alta de 5,5%. Nesta semana, o IBGE informou que faria ajustes dos novos pesos da pesquisa e, por isso, os dados de janeiro seriam revisados.


Ante fevereiro de 2016, o varejo diminuiu 3,2%. No primeiro bimestre, acumulou queda de 2,2%. Em 12 meses, houve recuo de 5,4%.


A média estimada pelo Valor Data, apurada junto a 21 economistas e instituições financeiras, era de avanço de 0,5% para o segundo mês de 2017. O intervalo das estimativas ia de baixa de 0,5% até aumento de 1,4%.


A receita nominal do varejo, por sua vez, subiu 0,1% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, e teve elevação de 0,4% em relação a fevereiro de 2016.No ano, a receita apresentou ampliação de 2,1% sobre o mesmo período de 2016 e, em 12 meses, avançou 4,2%.


No varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos e motos, partes e peças, e material de construção, o volume de vendas subiu 1,4% na comparação com janeiro, já descontados os efeitos sazonais. O dado de janeiro foi revisado de queda de 0,20% para alta de 2,8%.Os analistas esperavam elevação de 1,6% para o volume de vendas do varejo ampliado em fevereiro.


Considerando o comparativo com o segundo mês de 2016,o volume de vendas do varejo ampliado diminuiu 4,2%. No ano, as vendas declinaram 2,1% e, em 12 meses, cederam 7,5%.


No caso da receita nominal do varejo ampliado, o IBGE apontou elevação de 1% na base mensal, mas recuo de 1,7% no confronto anual.No ano, a receita do varejo ampliado subiu 0,8%; em 12 meses, porém, cedeu 0,3%.


Atividades


Seis das dez atividades do varejo registraram aumento de vendas de janeiro para fevereiro, comoMóveis e eletrodomésticos (3,8%); Tecidos, vestuário e calçados (1,5%); Livros, jornais, revistas e papelarias (1,4%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,0%); Combustíveis e lubrificantes (0,6%) e Veículos (0,1%).


Na outra ponta, com baixa em fevereiro, apareceramHipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com recuo de 0,5%,Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com decréscimo de 1,5%, além de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,8%) e Material de construção (-1,3%).




Na comparação com fevereiro de 2016, houve queda em nove de dez segmentos: Combustíveis e lubrificantes (-8,5%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,7%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-5,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%); Móveis e eletrodomésticos (-3,4%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-11,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-7,0%), veículos (-13,6%) e materiais de construção (-2%).



A única atividade com desempenho positivo, em relação o mesmo mês do ano anterior, foi Tecidos, vestuário e calçados, com taxa de 3,6%.

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