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Delações e tensões geopolíticas levam Ibovespa a fechar em queda

A semana mais curta devido ao feriado amanhã, não deu trégua ao mercado financeiro. As delações da Odebrecht aumentaram as preocupações dos investidores com a aprovação da reforma da Previdência Social. Por enquanto, o consenso é de que a votação pode atrasar e passar por ajustes, mas o governo teria votos suficientes para aprová-la. Essa medida é considerada essencial para permitir o ajuste fiscal e fazer com que o país volte a crescer.


As tensões geopolíticas também foram foco de atenção dos investidores durante a semana. Hoje, os Estados Unidos soltaram sua maior bomba não-nuclear no Afeganistão, sob a alegação de atingir alvos do Estado Islâmico. Essas apreensões devem continuar na próxima semana que também será mais curta devido ao feriado de Dia de Tiradentes, na sexta-feira.


Hoje, o Ibovespa fechou com queda de 1,67% aos 62.826 pontos, com giro financeiro de R$ 7,6 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 2,74%, mas no ano, a bolsa ainda tem valorização de 4,32%. De acordo com operadores, a redução de posições em ações ocorreu devido à preocupação com as delações da Odebrecht e à véspera do feriado.


As ações que mais caíram foram as dos bancos. Por serem papéis mais líquidos, eles são os mais vendidos em momentos de instabilidade. "Os investidores começaram a ficar preocupados em saber se os bancos estariam envolvidos no esquema de propina da Odebrecht", diz um operador.


As ações do Banco do Brasil tiveram a maior baixa do dia e caíram 5,20%, os papéis preferenciais do Bradesco caíram 3,05% e as ações ordinárias do banco tiveram recuo de 2,73%. Os papéis do Itaú Unibanco tiveram desvalorização de 1,82% e as unit do Santander recuaram 2,58%.


Os papéis das companhias siderúrgicas, que chegaram a subir durante o dia, inverteram o movimento e fecharam com queda. Os papéis da CSN recuaram 3,39% e as ações da Usiminas tiveram baixa de 2,37%.


As ações da Embraer caíram 5,16% depois que a empresa informou seus dados operacionais do primeiro trimestre, quando entregou 18 aeronaves comerciais e 15 para aviação executiva, dos quais 11 são jatos leves e quatro jatos grandes. Em relação ao mesmo período do ano passado, as entregas da aviação comercial caíram 14,2% e as da aviação executiva recuaram 34,8%.


Os papéis preferenciais da Petrobras fecharam com queda de 3,89% e as ações ordinárias tiveram baixa de 4,48%.


A queda do Ibovespa só não foi mais intensa porque as ações da Vale fecharam com alta. Os papéis PNA subiram 0,96%, as ações preferenciais da Bradespar tiveram alta de 0,53% e os papéis ordinários da Vale fecharam estáveis a R$ 27,42.

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