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Construção de Abreu e Lima teve cartel, diz delator da Odebrecht

O ex-diretor da Odebrecht Rogério Santos de Araújo disse que houve formação de cartel nas obras da refinaria Abreu e Lima (Rnest). Quando a construção da refinaria foi divulgada pela Petrobras as concorrentes se reuniram para definir as construtoras que teriam prioridades nas conquistas dos pacotes.


"Nós com a OAS íamos ficar com UDA e HDT, 50% cada um. Somados 50% da UDA e HDT dava mais ou menos o equivalente do [contrato] da Tubovias, que ficou com a Queiroz Galvão, e o Coque, que ficou com a Camargo Corrêa. Cada empresa ficou com um quarto da obra", disse em delação premiada.


A UDA é a unidade de destilação atmosférica e a HDT se refere a unidades de hidrotratamento de diesel, nafta e geração de nitrogênio.


Segundo Rogério, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi destinatário de R$ 25 milhões devido à atuação junto ao contrato. "Me lembro uma vez que estávamos atrasados para instalar um equipamento grande. Ele não tocava fogo na fiscalização, procurava amenizar, dava esse tipo de apoio".

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