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UTC pediu a consórcios de Angra 3 para fazerem doações ao PMDB

O ex-presidente da UTC Engenharia Ricardo Pessoa pediu aos integrantes de consórcios contratados para a construção de Angra 3, de um dos quais a Odebrecht fazia parte, que eles fizessem contribuições ao PMDB para a campanha eleitoral de 2014. A afirmação foi feita por Fábio Gandolfo, ex-executivo da Odebrecht, em depoimento ao Ministério Público Federal, no âmbito de acordo de delação premiada.


"No final da reunião, o Ricardo [Pessoa] falou: 'eu assumi alguns compromissos políticos, notadamente com o PMDB, e eu queria compartilhar esses compromissos entre todos'", contou Gandolfo, no depoimento.


Segundo ele, o pedido foi feito em reunião no escritório da UTC, no Rio de Janeiro, onde estavam representantes das empresas que integravam os consórcios ? além de UTC e Odebrecht, constavam Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, EBE, Techint. O encontro ocorreu em setembro de 2014, às vésperas das eleições.


Gandolfo lembrou que, naquela época, já estava na ativa a Operação Lava-Jato e que, por isso, as empresas estavam aperfeiçoando o seu compliance [conformidade e transparência]. O delator disse que, por esse motivo, os representantes das empresas negaram o pedido.


Questionado pelos procuradores, ele não soube dizer se Pessoa pagou ao PMDB na época.


O depoimento de Gandolfo está anexado à petição número 6.659, assinada pelo relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

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