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Em dez anos, obesidade passa de 12% para 19% da população no Brasil

A obesidade atinge quase um quinto dos brasileiros maiores de 18 anos, de acordo com levantamento realizado pelo Ministério da Saúde. A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) entrevistou 53,21 mil pessoas nas capitais brasileiras entre fevereiro e dezembro do ano passado.


A pesquisa mostra que a obesidade passou de 11,8% da população maior de 18 anos em 2006 para 18,9% em 2016. Já a parcela com excesso de peso cresceu 26,3% e supera a metade da população adulta. Segundo a Vigitel, 53,8% tinham excesso de peso no ano passado, ante 42,6% em 2006.


São considerados acima do peso todos aqueles com IMC (índice de massa corporal, medido pelo peso dividido por altura ao quadrado) igual ou superior a 25 kg/m2. Já a obesidade ocorre quando o índice é igual ou maior que 30 kg/m2.


De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a maior incidência de diabetes e hipertensão entre os brasileiros pode estar relacionado ao aumento da população obsesa. A Vigitel informa que o diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% dos entrevistados e o de hipertensão de 22,5% para 25,7%, entre 2006 e 2016.


Quanto menor a escolaridade, maior a taxa de excesso de peso, que atingia 59,2% dos que têm de zero a oito anos de escolaridade; 53,3% entre aqueles que passaram de nove a 11 anos na escola e de 48,8% para quem tem 12 anos de estudo ou mais em 2016.


No caso da obesidade, 23,5% dos que tinham zero a oito anos de estudo tinham essa condição no ano passado. Na faixa dos 9 a 11 anos de estudo a taxa cai para 18,3% e, com 12 anos ou mais de estudo, 14,9%;


Hábitos


A pesquisa também mostra mudanças no hábito alimentar da população. Os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu de 67,5% da população em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam alta prevalência de obesidade.


Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%.


A população com mais de 18 anos está praticando mais atividade física no tempo livre. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6%. Nas faixas etárias pesquisadas, os jovens de 18 a 24 anos são os que mais praticam atividades físicas no tempo livre.

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