Ibovespa fecha em queda com Previdência e petróleo

À espera pela votação da reforma da Previdência Social somou-se a queda do petróleo e o Ibovespa fechou com baixa de 1,17% aos 63.407 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,9 bilhões. No começo da tarde, a base aliada e a oposição combinaram de suspender a leitura do parecer do deputado Arthur Maia (PPS-BA) na comissão especial da reforma da Previdência para que ocorresse a votação em plenário dos destaques dos partidos ao projeto de Recuperação Fiscal dos Estados. A leitura do relatório está marcada para recomeçar às 18h.


No meio da tarde, o jornal "O Estado de S.Paulo" divulgou um novo Placar da Previdência que mostrou que, apesar da flexibilização na proposta de reforma, o governo ainda não tem os votos necessários para aprovação. Foram ouvidos 249 deputados, sendo que 131 disseram que vão votar contra o texto. Apenas 37 afirmaram estar dispostos a aprovar a reforma da Previdência da forma como está. Outros 60 não quiseram revelar o voto e 20 se declararam indecisos. Não foram localizados 264 parlamentares.


"A reforma deve ser aprovada ainda mais depois da flexibilização do texto. Se for assim, o Ibovespa pode subir para até 67 mil pontos", diz Marco Tulli Siqueira, gerente de mesa Bovespa da Coinvalores. Um dos indicadores que reforça a aposta dos investidores na aprovação da reforma é o CDS (credit default swap), de 5 anos, que mede o risco de calote do país.


Hoje, o CDS estava em 226 pontos básicos, segundo dados da Markit, praticamente inalterado desde o começo do mês. "Se houvesse um receio maior de que a Previdência não seria aprovada, o CDS estaria em um patamar mais elevado", diz Ignácio Crespo, economista da Guide Investimentos.


As ações ordinárias da Petrobras fecharam com queda de 2,84% e os papéis preferenciais tiveram baixa de 3,55%, como as duas ações juntas representam 10% da composição do Ibovespa, o movimento negativo contaminou o principal índice da bolsa de valores. A queda das ações seguiu o movimento do preço do petróleo no mercado internacional.


Os contratos futuros do petróleo WTI fecharam com queda de 3,8% para US$ 50,44 por barril depois que o Departamento de Energia dos Estados Unidos reportou um aumento das reservas de gasolina pela primeira vez desde fevereiro. A alta foi de 1,5 milhão de barris, o que causou receios de que, tal como no ano passado, as refinarias decidam reduzir a produção. Já as reservas de petróleo foram reduzidas em um milhão de barris, segunda queda semanal consecutiva.


Já as ações da Vale fecharam com comportamentos distintos. Os papéis ordinários subiram 0,23% e as ações PNA tiveram queda de 0,12%. O preço do minério de ferro subiu 2,2% em Qingdao, na China, para US$ 64,60 a tonelada. As demais ações do setor de siderurgia também fecharam com alta.


Fora do Ibovespa, as ações do BTG caíram 4,12% para R$ 17,45, com a Operação Conclave, da Polícia Federal, que investiga a compra de ações da instituição financeira criada pelo comunicador Silvio Santos pela Caixa Participações (Caixapar) em 2009. O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira autorizou a quebra dos sigilos bancários e fiscal do banqueiro André Esteves, fundador do BTG, como parte da apuração da Operação Conclave. A ação do banco Pan caiu 4,04% para R$ 1,90. Em nota, o BTG Pactual afirmou que "a operação do BTG Pactual com o grupo Silvio Santos foi realizada no contexto das tentativas do Fundo Garantidor de Crédito de equacionar a situação do Banco Panamericano, que passava por dificuldades à época."

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