Bolsas de NY fecham em alta, puxadas por Trump e eleição na França

A vitória no primeiro turno da eleição presidencial francesa no domingo ficou com o centrista Emmanuel Macron, mas quem celebrou foram os mercados globais nesta segunda-feira.A volatilidade no mercado acionário americano recuou fortemente. O CBOE S&P 500 VIX, chamado de "índice do medo" em Wall Street, foi à mínima desde 14 de fevereiro ao registrar queda de 25,91%, para 10,84 pontos.


As bolsas encerraram com fortes altas. O Dow Jones terminou com ganho de 1,05%, a 20.763,89 pontos. O S&P 500 subiu 1,08%, a 2.374,15 pontos. O Nasdaq avançou 1,24%, a 5.983,81 pontos, em nova máxima histórica.


Nesta segunda-feira, dez dos 11 setores do S&P 500 terminaram no positivo. Os papéis de instituições financeiras e de indústrias lideraram a lista, com variações positivas de 2,25% e 1,42%, respectivamente.


No Dow Jones, os bancos também puxaram a fila das altas. J.P.Morgan e Goldman Sachs avançaram 3,53% e 2,93%, nesta ordem, nos maiores ganhos do índice de "blue chips".


Macron, além de terminar à frente da representante da extrema-direita Marine Le Pen, também lidera com folga as pesquisas para o segundo turno, que vai ocorrer em 7 de maio.O resultado praticamente tirou do caminho, pelo menos no momento, as névoas trazidas por uma das grandes incertezas políticas globais no ano.


Antes do primeiro turno, a ascensão da rival populista havia lançado nuvens escuras sobre o futuro da União Europeia, uma vez que Le Pen defende a saída da França da zona do euro e a realização de um plebiscito sobre a continuidade do país na UE.O representante centrista, por sua vez, tem posição favorável aos aprofundamento de laços no bloco europeu.


Com perspectiva favorável quanto ao desfecho da eleição francesa, o euro renovou hoje a máxima de cinco meses frente ao dólar. No fechamento dos mercados em Nova York, a moeda única subia 1,35%, a US$ 1,0868, mas chegou a subir 1,9% no maior patamar do dia, cotada a US$ 1,0935.


"O que temos hoje é um grande suspiro de alívio dos mercados, com a precificação da 'presidência Macron'", resumiu Patrick O'Donnell, gestor sênior de investimentos da Aberdeen Asset Management."O alívio coletivo é compreensível, mas um pouco prematuro, na medida em que, mesmo que perca a eleição, Le Pen não será uma força política exaurida", ponderou Kathleen Brooks, analista da City Index.


O otimismo também ganhou suporte com a perspectiva de anúncio de detalhes do plano de reforma fiscal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou na sexta-feira a intenção de divulgar as diretrizes das propostas na quarta-feira.Segundo fonte anônima da Casa Branca ouvida pela "Dow Jones Newswires", Trump quer um corte de 15% na carga tributária corporativa e pediu à equipe para priorizar a redução de taxas mesmo sob risco de queda de receitas.


Na sexta-feira, Wall Street limitou as perdas do dia após Trump ter dito à agência "Associated Press" que anunciaria seu "grande" programa nesta semana."Poderemos ter, mais uma vez, desfecho do tipo 'entregue ou desapareça', se Trump falhar em dar detalhes satisfatórios sobre o plano para impostos, nos primeiros cem dias de seu mandato", afirmou Ipek Ozkardeskaya, analista sênior de mercado da LCG.




Na terça-feira, a agenda de balanços do primeiro trimestre continua agitada, com as divulgações de nada menos que seis companhias que compõem o Dow Jones. Publicam resultados, 3M, Coca-Cola, Caterpillar, DuPont, MacDonald's e United Health, entre vários gigantes corporativos.

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