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Dólar cai 1% e juros futuros recuam; eleição na França merece atenção

O ambiente de apetite por risco no exterior abre caminho para a queda nas taxas de juros futuros nesta segunda-feira. O recuo é mais acentuado em contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de vencimentos longos, que são mais sensíveis à percepção de risco estrutural. O mercado de renda fixa acompanha ainda os ajustes nas expectativas de inflação e as discussões em torno da reforma da Previdência.


Às 10h17, o DI janeiro de 2021 cedia para 9,870%, ante 9,940% no ajuste anterior, com mínima em 9,850%. Já o DI janeiro de 2023 recuava a 10,140%, ante 10,210%, e o DI janeiro de 2025 declinava a 10,260%, ante 10,350%.


O movimento de apetite por risco é sustentado pela expectativa de que o centrista Emmanuel Macron vencerá a disputa presidencial francesa contra a nacionalista de extrema-direita Marine Le Pen. A principal preocupação entre investidores é de que a eleição de Le Pen poderia resultar em políticas protecionistas na França e até a separação da União Europeia.


Após pequena vantagem no primeiro turno, Macron conta agora com o apoio de conservadores e socialistas, sendo apontado como favorito na disputa final. O segundo turno para escolha presidencial está previsto para o dia 7 de maio. Dentre as pesquisas já conhecidas, o Instituto Ipsos aponta que o centrista sai na frente com 62% dos votos contra 38% de Le Pen.


No Brasil as expectativas de inflação continuam se ajustando para baixo. Poucos dias após a divulgação do IPCA-15 e da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o Boletim Focus mostra hoje que o mercado espera IPCA com 4,04% de alta no fim de 2017, ante 4,06% na leitura anterior. Para o ano seguinte, a projeção é de inflação em 4,32%, ante 4,39% no documento anterior. A estimativa para Selic segue em 8,50% no fim de ambos os períodos.


Quanto ao andamento das reformas, o governo endurece o tom em defesa das novas regras da Previdência e busca garantir os votos para aprovar o projeto no Congresso.


O DI janeiro de 2018 recuava a 9,505%, ante 9,545% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2019 cedia a 9,320%, ante 9,380% na mesma base de comparação.


No câmbio, o dólar comercial perdia 1,06% às 10h17, cotado a R$ 3,1233.

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