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Dólar fecha em alta em meio a incertezas com reformas

O dólar devolveu nesta terça-feira quase toda a queda de ontem, retomando o patamar de R$ 3,15 e chegando a se aproximar de R$ 3,17 no momento mais forte do dia. O mercado mostrou nervosismo com a decisão do PSB de assumir posicionamento contrário às reformas da Previdência e trabalhista. O receio maior é que o movimento gere efeito cascata, com risco de outras legendas também indicarem votos contra as reformas.


O operador de uma corretora bastante atuante com estrangeiros disse ter notado algum fluxo de venda de dólar por parte de gringos no fim da tarde, o que ajuda a explicar o arrefecimento dos ganhos da moeda. "No fim do dia, o estrangeiro está até ligeiramente na ponta da venda", diz. Ele atribuiu a pressão no câmbio também a movimentos iniciais em torno da Ptax de fim de mês, que será definida na sexta-feira.


As preocupações com o andamento das reformas econômicas no Brasil deram o tom do mercado. Mas a força do dólar no exterior também teve papel claro no movimento do câmbio doméstico hoje. Lá fora, medidas do presidente americano, Donald Trump, reavivaram "trades" reflacionários, o que patrocinou uma rodada de alta nos juros dos Treasuries, o que turbinou a moeda americana frente a divisas emergentes e ao iene.


No fim da tarde, o dólar futuro moderou a alta, após comissão especial da Câmara dos Deputados aprovar proposta da reforma trabalhista. O movimento já era esperado pelo mercado, mas de qualquer forma ajudou a amenizar receios num momento em que aumentou o temor em torno do ajuste fiscal. O texto será submetido a votação no plenário da Casa a partir de amanhã. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta semana em algumas ocasiões que o calendário do governo prevê que o texto seja aprovado no plenário até o fim da tarde de quinta.


Maia afirmou nesta terça que pretende começar a votação da reforma da Previdência no dia 8 de maio e mostrou confiança na aprovação do texto.


Em meio aos ruídos, o BNP Paribas reforçou estratégias de proteção a suas posições favoráveis a Brasil. A equipe de estratégia para juros e câmbio do banco para a América Latina, liderada por Gabriel Gersztein, elevou apostas em um dólar perto de R$ 3,30 no mercado de opções.


No fechamento, o dólar comercial subiu 0,80%, a R$ 3,1502, após queda de 1,00% ontem. Na máxima, foi a R$ 3,1687.


No mercado futuro, o dólar para maio tinha alta de 0,57%, a R$ 3,1510, após máxima de R$ 3,1730.

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