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Ibovespa cai e dólar sobe com adiamento da votação da Previdência

A cautela volta a predominar na bolsa de valores brasileira após o adiamento da votação da reforma da Previdência Social na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto, anunciado na manhã desta quinta-feira (27).


No início do pregão, os investidores até se mostravam animados com a divulgação de bons balanços corporativos trimestrais, mas a notícia de que a apreciação da proposta de mudança no sistema de aposentadorias - considerada essencial para garantir o crescimento sustentável da economia no futuro - foi postergada do dia 2 para o dia 3 de maio caiu como um balde de água fria no mercado.


O Ibovespa recuava 0,49%, para 64.543 pontos, às 13h28, já tendo subido 0,72% no seu nível máximo da primeira metade do dia.


As principais quedas do horário eram Bradespar PN (-4,55%), CSN ON (-4,16%), Cemig PN (-4,04%), Vale ON (-3,82%) e Vale PNA (-3,40%).


A Bradespar, que chegou a exibir a maior alta do índice logo após a abertura, passou a ter a pior baixa no final da manhã, acompanhando a queda da Vale, que está entre seus principais investimentos. Embora tenha sido considerado positivo pelo mercado, o melhor balanço da Vale desde o terceiro trimestre de 2013 não foi suficiente para sustentar os recentes ganhos da empresa considerando as incertezas quanto à trajetória do minério de ferro.


Entre as ações que seguiam em alta, estavam as dos bancos: Bradesco PN (3,17%), Bradesco ON (3,02%), Itausa Itausa PN (2,41%), ItauUnibanco PN (1,25%), além da Localiza ON (1,21%).


O Bradesco divulgou hoje que o seu lucro líquido avançou 13% no primeiro trimestre de 2017 ante 2016, para R$ 4,648 bilhões. Já a Localiza informouque seu lucro líquido cresceu 16,8% nos três primeiros meses de 2017 contra igual período de 2016, para R$ 120,3 milhões, um recorde.


Câmbio


O dólar opera em alta nesta quinta-feira, retomando a trajetória dos últimos dois dias. O avanço ante o real ganha força diante da cautela com o andamento da reforma da Previdência.


Às 13h36, o dólar comercial tinha alta de 0,17%, cotado a R$ 3,1778, com máxima em R$ 3,1868.O contrato futuro para maio, por sua vez, subia 0,24%, a R$ 3,1825, após avançar até R$ 3,1880.


Em relatório, a Eurasia aponta que a votação na comissão poderia ser adiada em uma semana, assim como avaliação em plenário, caso o governo não tivesse confiança em uma margem segura de votos. A expectativa, contudo, é de que chegue ao plenário da Câmara na primeira quinzena de junho. A aprovação final deve vir em setembro, na avaliação da consultoria.


O governo deve endurecer o tom no curto prazo e afirmar que já deu todas as concessões que poderia, mas a Eurasia ainda prevê um corte adicional na proposta. De acordo com as estimativas do Planalto, o texto atual mantém cerca de 75% das economias do projeto original, um número que corresponde com o cenário base da consultoria. "Prevemos que esse número recuará um pouco, possivelmente 5 ou 10 pontos percentuais, depois de uma nova rodada de negociações", acrescenta.


Nesta quinta-feira, o Banco Central concluiu a rolagem de todos os US$ 6,389 bilhões em swaps cambiais que expirariam no começo de maio. Com isso, o BC confirma a mudança de postura em relação aos swaps, já que nos últimos dois meses liquidou volumes expressivos de vencimentos desses contratos.


Juros


Os prêmios de riscos no mercado de renda fixa voltam a aumentar no início da tarde desta quinta, limitando a "trégua" política que perseverava durante a manhã, após a mudança da data de votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.


Por volta das 13h40, o DI janeiro de 2021 - sensível à percepção de risco estrutural da economia - avançava para 10,130%, ante 10,070% no ajuste anterior.


Entre vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2023 marcava 10,440%, ante 10,390%, e o DI janeiro de 2025 operava a 10,580%, ante 10,530%.


Mais cedo, entretanto, o mercado trabalhava um pouco mais confiante, resultando em queda nos juros futuros, após a aprovação da reforma trabalhista na Câmara. A medida teve o apoio de 296 deputados, bem acima dos 237 votos necessários.

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