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Petroleiros de 50% das plataformas da Bacia de Campos aderem à greve

(Atualizada às 14h29) A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou que um total de 30 plataformas petrolíferas, na Bacia de Campos (RJ), aderiram a protesto convocado nesta sexta (28) por centrais sindicais de todo o país, contra as reformas da Previdência e Trabalhista do governo de Michel Temer.


De acordo com dados disponibilizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualmente por volta de 60 plataformas operam na Bacia de Campos, que responde por cerca de 60% da produção total do país, segundo a autarquia.


Segundo a FUP, os petroleiros das unidades que aderiram ao movimento entregaram a produção à gerência. Nestes casos, a atividade costuma ser entregue à equipe de contingência, que prossegue com a produção.


"Na Bacia de Campos, no início desta madrugada, trabalhadores de 30 plataformas interromperam suas atividades e entregaram a produção para os gerentes. Só estão realizando procedimentos essenciais para garantir a segurança nas unidades", informou a FUP, em nota.


Ainda de acordo com a entidade, a greve teve início a partir da noite de quinta-feira (27), quando ônibus fretados pela Petrobras e Transpetro chegaram vazios às refinarias e terminais da companhia. "Não está havendo troca de turnos nas unidades, com ampla adesão dos trabalhadores próprios e terceirizados", acrescentou a FUP, informando que não houve troca de turno em dez refinarias, sete terminais de distribuição, uma termelétrica e uma planta de fertilizantes, além de plataformas nas Bacias de Campos e Santos.


"Também no Espírito Santo e no Rio Grande do Norte, os petroleiros que estão embarcados participam da greve geral, recusando-se a emitir Permissões de Trabalho", informou a entidade, em nota.


A FUP não informa ainda o total de adesão à greve hoje, mas lembra que, nas assembleias nas quais foi aprovada a adesão à greve geral, houve aprovação de mais de 90% dos petroleiros.


Refinarias


Dez refinarias da Petrobras estão sem troca de turno, informou FUP, que reúne 13 sindicatos da categoria. São elas: Reman (AM), Abreu e Lima (PE), Lubnor (CE), Rlam (BA), Reduc (RJ), Regap (MG), Recap (SP), Replan (SP), Repar (PR) e Refap (RS).


"Todas as dez refinarias das bases da FUP estão sem troca de turno, assim como terminais da Transpetro, usinas de biodiesel, termoelétricas, fábricas de fertilizantes da Bahia e do Paraná, plataformas da Bacia de Campos e do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte e campos de produção terrestre do Nordeste do país e norte capixaba", informou a federação, em nota.


A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), entidade mais radical, também teve aprovação de seus cinco sindicatos para a realização de greve hoje, porém ainda não há atualizações sobre os atos da entidade.


Sem impactos


A Petrobras informou hoje que não há impactos significativos na produção petrolífera e o abastecimento de combustíveis ao país está normal.


"A respeito das paralisações que ocorrem hoje, a Petrobras informa que não há impactos significativos na produção e o abastecimento do mercado é normal", informou a companhia, em nota aoValor.

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