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Real tem pior mês desde novembro de 2016 com tensão sobre reformas

O movimento do câmbio internacional e um temor menor com a greve geral em todo o Brasil conduziram o dólar para baixo ante o real nesta sexta-feira, última sessão do mês. A queda, porém, nem de longe impediu que a moeda registrasse a maior alta mensal desde novembro, resultado de semanas de recrudescimento das incertezas com a aprovação das reformas econômicas domésticas.


Para maio, a expectativa é que a dinâmica do mercado siga direcionada pelos desdobramentos das reformas. Na quarta-feira, dia 3, está prevista a votação do parecer da reforma da Previdência, elaborado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA). Além disso, investidores vão monitorar o encaminhamento ao Senado Federal do texto da reforma trabalhista, aprovado pela Câmara dos Deputados nesta semana.


A primeira semana de maio, aliás, será de agenda forte também no exterior. Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, BC americano) divulga sua decisão de política monetária. O mercado espera manutenção dos juros, mas há cautela sobre eventual sinalização de mais elevações das taxas. Na sexta, será conhecido o "payroll" americano de abril, outro evento com potencial de turbinar apostas de mais aperto monetário nos EUA.


A queda do dólar no fechamento constrastou com a alta de mais cedo, que levou a taxa para R$ 3,2139, máxima intradia desde 19 de janeiro (R$ 3,2313). Segundo operadores, as movimentações em torno da Ptax de fechamento de mês ditaram a pressão. O dólar Ptax - taxa calculada pelo Banco Central e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros e outros derivativos - fechou esta sexta-feira em alta de 0,70% em relação ao patamar de ontem, para R$ 3,1984 na venda. No mês, subiu 0,95%, após ganho de 2,23% em março.


No mercado interbancário, que fecha às 17h, o dólar caiu 0,19%, a R$ 3,1750, em alta de 0,58% na semana.


Em abril, a cotação ganhou 1,41%, alta mais forte desde os 6,23% de novembro. O real terminou o mês com o sexto pior desempenho numa lista de 33 pares da moeda americana.


Em 2017, o dólar ainda acumula baixa de 2,33%.


No mercado futuro, o dólar para junho caía 0,20%, a R$ 3,2045.

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