Dólar reverte queda e opera em alta ante o real, de olho na política

O retorno dos mercados aos negócios, após o feriado de 1º de Maio, revela instabilidade no câmbio doméstico. Após abrir em queda, o dólar zerou gradualmente as perdas e passou a operar em alta ante o real. O principal foco de atenção continua sendo o andamento da reforma da Previdência e o apoio parlamentar à medida.


A votação da proposta na comissão especial da Câmara está prevista para amanhã. A leitura do mercado é de que o governo teria o apoio necessário na comissão, mas não está descartada a possibilidade de adiamento - mesmo com a confirmação da data por parte de deputados.


Uma nova postergação daria tempo para o Planalto intensificar os esforços junto aos parlamentares e, com isso, aumentar seu suporte para a futura votação em plenário. O governo precisa de 308 votos na Câmara - dentre o total de 513 deputados - para aprovar a reforma da Previdência.


Por volta das 10h, o dólar comercial avançava 0,34%, cotado a R$ 3,1858, tendo oscilado entre R$ 3,1953 e R$ 3,1661 nos primeiros negócios.


As manifestações populares dos últimos dias tiveram pouco impacto na percepção sobre o andamento das reformas. Por outro lado, lideranças das maiores centrais sindicais anunciaram que poderão fazer nova greve geral e prometeram "marchas" para Brasília para pressionar parlamentares a votar contra as propostas da Previdência e trabalhista.


Na renda fixa, os contratos de Depósito Interfinanceiro operam próximos da estabilidade. O DI janeiro de 2021 exibia 10,020%, ante 10,000% no ajuste anterior.


Já o DI janeiro de 2018 marcava 9,485%, ante 9,480% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2019 apontava 9,370%, ante 9,350% na mesma base de comparação.

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