Ibovespa retoma os 66 mil pontos, maior patamar em dois meses

Uma série de indicações positivas fez com que o Ibovespa começasse o mês em alta. O índice encerrou o pregão com valorização de 2,02% aos 66.722 pontos, o maior patamar desde 3 de março, e forte giro financeiro de R$ 9,1 bilhões. Do lado internacional, houve uma diminuição da aversão aos ativos de risco, o que abriu espaço para o investidor reagir a questões locais. Na visão de profissionais, a perspectiva de cumprimento do cronograma de votação da reforma da Previdência Social animou os investidores.


No cenário local, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que preside a comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, confirmou que o parecer do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), será votado amanhã. "Os protestos da sexta-feira não foram suficientes para mudar o cronograma. Hoje, não há nada novo que possa colocar o Ibovespa para baixo", diz Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.


Entre as ações mais negociadas, os destaques de alta ficaram com as ações da JBS, que subiram 7,94%. A empresa concluiu a aquisição da Plumrose, nos Estados Unidos, ontem. A Plumrose possui cinco fábricas e dois centros de distribuição. A empresa produz itens como bacon, presunto, carnes fatiadas e cortes suínos.


Também subiram as ações da Rumo, que tiveram alta de 6,19%. Na quinta-feira, a Brado Logística, controlada da Rumo, anunciou a assinatura de um contrato para movimentação mensal de 3,5 mil toneladas de mercadorias de indústrias de carne bovina na Baixada Santista.


Entre as empresas produtoras de commodities, as ações da Vale tiveram alta e puxavam para cima os demais papéis do setor. As ações PNA da empresa subiram 2,25% e as ações ordinárias ganharam 2,15%. As ações da Usiminas PNA subiram 3,52% e a CSN teve alta de 2,32%.


As ações da Petrobras fecharam em alta, ajustando-se à valorização das ADRs (recibo de ações, negociados em NY) de ontem, enquanto o mercado brasileiro estava parado devido ao feriado de Dia do Trabalho. Os papéis PN subiram 0,14% e as ações ON ficaram estáveis em R$ 14,36. Outro fator que motivou a alta dos papéis da estatal foi uma entrevista do presidente da empresa, Pedro Parente, à agência de notícias Bloomberg, afirmando que a companhia vai anunciar um novo programa de venda de ativos.


O dia também foi de alta para os papéis do sistema financeiro. Na véspera da divulgação do resultado financeiro do primeiro trimestre, as ações preferenciais do Itaú Unibanco tiveram o maior volume financeiro do Ibovespa. Os papéis subiram 2,05% para R$ 40,05 e movimentaram R$ 867,7 milhões. A segunda ação com maior volume de negócios foi a preferencial da Petrobras, que girou R$ 530,7 milhões.


Na ponta oposta, a maior queda do dia ficou com as ações da Embraer, que caíram 3,91%. A empresa teve lucro líquido atribuído aos acionistas controladores no primeiro trimestre de R$ 134,9 milhões, uma queda de 65% em relação ao mesmo período do ano anterior.


O ambiente global também contribuiu para os ganhos da bolsa. Na zona do euro, a divulgação de indicadores econômicos mostrou um aumento da atividade industrial. Além disso, a percepção de que o candidato centrista Emmanuel Macron pode vencer a representante da extrema-direita, Marine Le Pen, no segundo turno das eleições presidenciais da França, no domingo, agradou investidores. Amanhã, o banco central dos Estados Unidos, o Fed, conclui os dois dias de reuniões para discutir a política monetária e a expectativa é de que os juros sejam mantidos.

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