Juro futuro abre maio em queda com investidores de olho na cena fiscal

O mercado brasileiro de renda fixa começou maio em tom positivo, dando sequência ao movimento verificado na última sessão de abril, quando investidores desfizeram posições mais defensivas construídas nos dias de escalada das preocupações fiscais.


Hoje, o noticiário sobre a reforma da Previdência foi de maneira geral positivo. À tarde, os DIs caíram mais depois da informação de que o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), presidente da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, confirmou votação para esta quarta-feira do parecer do relator, Arthur Maia (PPS-BA).


A queda dos juros refletiu a percepção de que o governo conseguirá os votos necessários para aprovar o texto das reformas previdenciária e trabalhista. O governo deu início a uma retaliação a deputados que votaram contra a reforma trabalhista, no que foi visto como uma forma de reduzir riscos de mais cisões em outras votações.


A leitura de investidores de que as manifestações do fim de semana prolongado foram menos impactantes que o temido também abriu espaço para alívio nos prêmios de risco. Por fim, o mercado começou a semana com nova rodada de baixa nas previsões de inflação, após no fim da semana passada circularem comentários de que diretores do Banco Central reunidos com investidores voltaram a soar "dovish" (que tende mais ao afrouxamento da política monetária).


Em relatório de estratégia para maio, a Icatu Vanguarda mantém recomendação de venda de taxa local de juros. Os profissionais veem cenário "extremamente positivo" para a inflação, com o IPCA ficando abaixo do centro da meta em 2017 e 2018. Além disso, o mercado de trabalho continuará se deteriorando nos próximos meses, em meio a uma retomada "lenta e gradual" da atividade. "Assim, o hiato do produto [a diferença entre o crescimento potencial e o efetivo]no país deverá permanecer elevado, favorecendo um processo agressivo de corte da taxa Selic", dizem.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 9,445% (9,480% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 cedia a 9,300% (9,350% no último ajuste).Nos vencimentos de médio prazo, o DI janeiro/2021 recuava a 9,920% (10,000% no ajuste anterior).

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