Bolsas

Câmbio

Bolsa de NY moderam perdas após Fed, mas sentem queda em tecnologia

À primeira vista, a reunião de política monetária do Federal Reserve (fed, o banco central americano) nesta quarta-feira ocorreu dentro do roteiro - a autoridade manteve inalterada a meta para a taxa de juros, como amplamente esperado pelos analistas. Mas dois pequenos detalhes em relação às decisões movimentaram, ainda que de maneira contida, o mercado: o banco central americano evitou emitir qualquer linha para amenizar o suspense quanto às discussões sobre o enxugamento de seu trilhonário balanço e, ao mesmo tempo, reforçou a postura de que vai manter o ritmo de altas graduais neste ano.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em leve alta de 0,04% a 20.957,90 pontos. O S&P 500 recuou 0,13% a 2.388,13 pontos. O Nasdaq caiu 0,37% a 6.072,55 pontos.


Apesar das reações dos setores financeiro e de energia, o Dow Jones terminou o dia perto da estabilidade, enquanto S&P 500 e Nasdaq exibiram sinais negativos. Dois fatores pesaram hoje contra os índices de Wall Street: o efeito sobre os papéis de tecnologia após a Apple ter reportado queda acima da esperada nas vendas do iPhone e do iPad e o recuo das commodities metálicas, diante da baixa de 4,52% do cobre futuro e da queda de mais de 1% dos preços do minério de ferro, que arrastaram as ações de mineradoras e outras companhias ligadas às matérias-primas.


A queda dos índices passou a arrefecer após a sinalização pelo Fed de que uma alta em junho é possível e da visão positiva sobre a economia americana desenhada pelos integrantes da autoridade.O BC chegou mesmo a minimizar os recentes dados econômicos americanos mais fracos que o esperado, como o crescimento do PIB no primeiro trimestre no menor nível em dois anos, ao classificá-los no comunicado como "provavelmente transitórios".


A aparente menor consideração pelas indicações de desaceleração da atividade nos EUA, na verdade, reflete a intenção do Fed de preparar o terreno para o processo de enxugamento do portfólio de US$ 4,5 trilhões, patamar alcançado após os programas de compras de ativos (QE, na sigla em inglês). Integrantes da autoridade têm afirmado que avançar na normalização da política monetária é um requisito para iniciar a diminuição do balanço.


A disposição da instituição de realizar novos apertos ao longo do ano e sinalização de que uma elevação em junho continua sobre a mesa ajudou a dar sustentação aos papéis de instituições financeiras. A reversão ajudou a puxar o Dow Jones para o terreno positivo e a moderar a queda do S&P 500.Para Ian Lyngen, estrategista chefe de taxas de juros da BMO Capital Markets, "o Fed ainda vê a economia como 'indo bem' e uma nova alta de taxas em junho permanece claramente sobre a mesa".


O setor financeiro teve alta de 0,70% na maior valorização do S&P 500. No Dow Jones, as ações de J.P.Morgan e Goldman Sachs, que antes do Fed operavam perto da estabilidade, passaram a subir com mais força e fecharam com elevação de 0,61% e 0,51%, respectivamente.


Uma das maiores viradas do dia, porém, ficou com os papéis de energia. O setor, que operava no negativo até o início da tarde, terminou o dia na segunda posição entre os ganhos do S&P 500, com alta de 0,49%. No índice de "blue chips", as gigantes do petróleo Chevron e Exxon Mobil ocuparam, respectivamente, o primeiro e terceiro lugares entre os maiores avanços, com subidas de 1,43% e 0,97%, respectivamente.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos