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Câmara adia análise de destaques da reforma após invasão de agentes

Atualizada às 0h54 - Após invasão de agentes penitenciários à Câmara, a sessão da Comissão da Reforma da Previdência teve adiada a análise de destaques na noite desta quarta-feira pelo presidente, Carlos Marun (PMDB-MS).


O texto-base foi aprovado por 23 a 14 votos e a sessão seguiu para a análise dos destaques, quando houve a interrupação.


Os agentes penitenciários quebraram uma das portas de acesso, e a comissão onde ocorria a votação da reforma da Previdência logo após o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) aceitar acordo com o governo e retirar de votação emenda que concedia a eles aposentadoria com idade mínima de 55 anos, como será garantido aos policiais federais, militares e civis. O acordo era para que o destaque fosse pautado direto no plenário - onde o governo avalia ter mais chances de rejeitá-lo.


Um grupo de cerca de 30 agentes invadiu o plenário da Comissão em que ocorria a votação. A maioria dos integrantes da comissão correu e a sessão foi suspensa. A polícia legislativa não conteve a invasão e, após quebrarem a porta, reagiram com gás de pimenta e bombas de gás. Os deputados que não saíram no começo ficaram presos por causa do gás nos corredores.


Os manifestantes reclamaram que são tratados como polícia quando há interesse do governo, mas que terão que "trabalhar até morrerem" pela proposta da reforma da Previdência. Sem a regra especial, serão enquadrados na idade mínima de 65 anos para homens se aposentarem e 62 para mulheres.


Além disso, protestavam que a polícia legislativa, que recebe R$ 17 mil de salário inicial, teve tratamento igual aos das polícias e terá aposentadoria aos 55 anos.


Após meia hora, houve acordo com deputados de oposição ao governo e o grupo de agentes penitenciários deixou a comissão pouco antes da meia-noite, saindo da Casa por uma das portas.

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