Dólar abandona alívio e fecha em alta com incerteza sobre reformas

Depois de muito vaivém em meio a um dia carregado de notícias, o dólar acabou fechando em alta contra o real, em trajetória ascendente. Ruídos em torno da reforma previdenciária voltaram a incomodar investidores, apesar da esperança de que o projeto consiga passar na comissão especial na Câmara dos Deputados que analisa o texto.


Por volta das 16h20, a cotação saltou à máxima do dia, de R$ 3,1662, após notícias de que a votação do parecer do deputado Arthur Maia (PPS-BA) seria retomada apenas amanhã. Posteriormente, a sessão foi reiniciada, o que aliviou os preços. Não se descarta, porém, que a votação ser concluída apenas na quinta-feira.


Maia comunicou a retirada, do parecer, do tratamento especial a ser concedido para agentes penitenciários e socioeducativos. Ainda assim, ficou um gosto amargo de o governo precisar ceder mais a ponto de reduzir a potência da reforma a patamares que não agradem ao mercado.


Andrea Jubé, do Valor, relata que o governo decidiu que a data da votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara será definida somente quando forem garantidos 320 votos seguros. A implicação disso é votação para depois do dia 8 de maio, data sugerida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Não bastassem as incertezas domésticas, as avaliações do Federal Reserve (Fed) sobre a economia americana deram suporte extra ao dólar, não só aqui, mas também no exterior. Os membros do BC americano avaliaram que a perda de vigor da economia no primeiro trimestre deve ser temporária, com o gasto do consumidor ainda sólido, o investimento empresarial mais forte e a inflação "perto" da meta. A interpretação foi que o Fed não descartou voltar a subir juros no encontro do Fomc de junho.


No fechamento, o dólar comercial subiu 0,21%, a R$ 3,1593, longe da mínima de R$ 3,1410.


No mercado futuro, o dólar para junho se apreciava 0,16%, a R$ 3,1815.

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