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Ibovespa fecha em baixa em meio a debate de reformas e Fed previsível

Em um dia com dois eventos importantes para o mercado financeiro, a votação da reforma da Previdência e a reunião do Fed, banco central dos Estados Unidos, o Ibovespa passou por um movimento de correção de preços e fechou com queda de 0,94%, aos 66.094 pontos e giro financeiro de R$ 8,5 bilhões.


A reunião da Comissão Especial de Previdência Social foi reiniciada no fim da tarde e pode se prolongar até amanhã. Os partidos e deputados protocolaram 56 destaques ao parecer do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Os destaques são sugestões de alterações no texto, como inclusão de novas propostas, mudanças na redação ou supressão de dispositivos. Desses 56, 16 são de bancadas e, por acordo, terão o registro de voto individual de cada parlamentar. "Parte do mau humor do mercado é por conta dessa demora", diz Adeodato Volpi Netto, estrategista-chefe da Eleven Research.


O Fed decidiu manter os juros inalterados entre 0,75% e 1% ao ano por unanimidade e não trouxe surpresas ao mercado de ações. "A decisão veio em linha com a expectativa do mercado e sem o pronunciamento da Yellen a atenção ficou com o comunicado", diz Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.


O documento deu poucas indicações sobre o recente enfraquecimento dos dados econômicos nos Estados Unidos e considerou o movimento transitório. O documento também reforçou a projeção de mais duas elevações dos juros neste ano. Uma das dúvidas dos investidores é sobre o futuro do balanço patrimonial de US$ 4,5 trilhões do Fed. "Essa questão não foi abordada no documento", diz.


Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, as ações da Vale caíram, seguindo o desempenho negativo de seus pares no exterior, Rio Tinto e BHP Billiton. As companhias tiveram queda nos preços seguindo a baixa no preço das commodities metálicas. As ações PNA da Vale recuaram 5,36% e os papéis ordinários recuaram 6,20%. Como juntas, as duas ações respondem por 8,47% da composição do Ibovespa, o movimento delas influenciou de maneira negativa o Ibovespa.


Outra ação que ajudou a colocar o índice para baixo foi o Itaú Unibanco, que responde por 11,45% do índice. As ações do banco caíram 1,65% para R$ 39,39 depois que a instituição financeira divulgou que teve lucro líquido ajustado de R$ 6,176 bilhão no primeiro trimestre do ano, uma alta de 19,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. "O resultado não foi ruim, mas o mercado criou uma expectativa de que o lucro seria mais alto", diz um operador. Vale lembrar que as ações de bancos vinham de altas expressivas, reagindo ao resultado apresentado tanto por Santander e por Bradesco, além dos sinais positivos vindos do setor de crédito.


As ações da Cielo caíram 5,56% depois de a empresa ter anunciado um avanço de 0,6% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 1,069 bilhão. A participação da Cielo é de 2,46% na composição do Ibovespa. Já a maior alta do dia ficou com a Embraer, que subiu 3,59%, recuperando parte das perdas do dia anterior.


Fora do Ibovespa, as ações da Multiplus, empresa de programa de fidelidade controlada pela Latam, tiveram alta de 10,13%. Ontem, a empresa divulgou que teve lucro líquido de R$ 134,4 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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